Avaliação de genótipos de aveia (Avena sativa L.) para o caráter tolerância ao estresse por inundação.
Resumo
A cultura da aveia branca (Avena sativa L.) tem assumido importante papel
como cultivo de estação fria no sistema de produção do sul do Brasil e é apontada
como uma das alternativas para o cultivo de inverno, em rotação de cultivo com o
trigo. Os solos de várzea ou solos hidromórficos do sul do Brasil representam uma
área aproximada de 5,4 milhões de hectares, destinados quase que exclusivamente
para o cultivo do arroz. O desenvolvimento e a produção de outras espécies são
prejudicados devido à falta de oxigênio livre no solo. Portanto há necessidade de
fornecer a esses ambientes, novas alternativas de cultivos como, cultivares de aveia
branca que apresentem elevada adaptação nestas condições de cultivo, e, ao
mesmo tempo, com capacidade de manter elevado potencial de rendimento de
grãos. Desta forma, o objetivo geral deste trabalho foi verificar a possibilidade de
caracterizar genótipos de aveia branca quanto à tolerância e sensibilidade ao
estresse por inundação do solo com base em caracteres morfológicos, a fim de
propiciar indicações de cultivo de cultivares tolerantes para ambientes de terras
baixas ou mesmo selecionar genótipos para comporem blocos de cruzamentos.
Para este fim, 40 genótipos de aveia branca foram submetidos a diferentes períodos
de inundação intercalados com drenagem em casa de vegetação. O delineamento
experimental adotado foi em blocos ao acaso, com três repetições, onde cada
unidade de observação foi composta por um recipiente contendo três plantas. Os
resultados indicam que é possível a detecção de variabilidade genética para o
caráter tolerância ao alagamento em casa de vegetação. Em condições de
alagamento do solo, os genótipos URS20, UPFA23 e UPF15 apresentaram melhor
desempenho no primeiro ano do experimento, demonstrando serem os mais
tolerantes ao estresse por inundação. Enquanto que no segundo ano os genótipos
UFRGS19, UFRGS037382 e ALBASUL obtiveram o melhor desempenho.
Demonstraram maior sensibilidade ao estresse durante os dois anos de experimento
estão os genótipos UPFA20, UFRGS0171 e UPF94H100 sugerindo estes genótipos
como possíveis genitores para comporem blocos de cruzamentos.

