Efeito da inseminação artificial transcervical e da aplicação de flunixin meglumine sobre a taxa de prenhez de ovelhas
Resumo
A inseminação artificial (IA) com sêmen congelado em ovinos é limitada pelos altos
custos da técnica por laparoscopia e pelos resultados variáveis obtidos com a IA
transcervical. A IA por via transcervical requer pinçamento da cérvix, um
procedimento que pode causar lesões localizadas, além de extensa manipulação
uterina, podendo levar a uma síntese exagerada de prostaglandina pelo endométrio,
alterando o ambiente uterino no momento da concepção. O objetivo deste estudo foi
comparar a eficiência da IA transcervical, através da técnica de fixação e
tracionamento da cérvix, em relação a IA por laparoscopia, bem como, determinar o
efeito da aplicação de flunixin meglumine sobre a taxa de prenhez de ovelhas,
inseminadas com sêmen congelado. Em ovelhas inseminadas em tempo-fixo,
durante o período de anestro estacional, não houve diferença entre as técnicas
transcervical e laparoscópica, quanto à taxa de prenhez (40%). Com relação ao uso
de flunixin meglumine, o experimento foi realizado durante a estação reprodutiva da
espécie ovina, efetuando-se a IA com observação de cio. Neste estudo não
observou-se diferença quanto à taxa de prenhez entre ovelhas recebendo ou não
flunixin meglumine (p>0,05), sendo de 68,9% no grupo controle e 60,0% no grupo
em que foi aplicado flunixin meglumine uma hora antes da IA transcervical. Estes
resultados se devem, provavelmente, à manipulação mínima exercida sobre a cérvix
destas fêmeas, não causando lesões que pudessem levar à produção exacerbada
de substâncias embriotóxicas. Assim, quando a técnica de IA transcervical é
realizada por inseminadores treinados e sem manipulação excessiva da cérvix, esta
se torna uma adequada alternativa de redução de custos na IA de ovinos, permitindo
a utilização de sêmen congelado na ovinocultura.

