Estabelecimento in vitro de cultivares de oliveira
Resumo
A oliveira (Olea europaea L.) pertence a família Oleaceae, a qual tem suas espécies
distribuídas em regiões tropicais e temperadas do mundo. O cultivo é crescente e
demanda tecnologias para a instalação de pomares. Dentre as técnicas de
propagação utilizadas para a oliveira, a micropropagação se destaca, pois permite
conservar o germoplasma e produzir mudas de alta qualidade e sanidade. No
entanto verifica-se a carência de protocolos eficientes para o estabelecimento in vitro
de várias cultivares de oliveira. Assim sendo, este trabalho teve como objetivo
desenvolver protocolos eficientes para a redução da oxidação e estabelecimento in
vitro de oliveira. O experimento foi realizado no laboratório de Propagação de
Plantas Frutíferas, Departamento de Fitotecnia da Faculdade de Agronomia Eliseu
Maciel, da Universidade Federal de Pelotas, (UFPel/RS), no período de março de
2012 a outubro de 2013. O artigo 1 consistiu no estabelecimento in vitro de seis
cultivares de oliveira (Ascolano, Leccino, Maria da Fé, Coratina, Arbequina e
Frantoio) em diferentes meios de cultura (MO e WPM) e épocas de coleta dos
explantes (outono, inverno, primavera e verão). No artigo 2, o objetivo foi avaliar o
efeito da presença e ausência de luz fornecida à planta matriz, bem como
concentrações de zeatina (0, 2, 4 e 8 mg.L-1) no estabelecimento in vitro. Em ambos
os artigos foram avaliadas as variáveis referentes à porcentagem de oxidação;
contaminação fúngica e bacteriana; sobrevivência e estabelecimento dos explantes
in vitro. Os resultados obtidos demonstraram que no artigo (1) houve maior oxidação
fenólica em explantes de oliveira coletados no inverno, a primavera é indicada para
a coleta de explantes da cultivar Maria da Fé, enquanto as cultivares Ascolano e
Arbequina apresentam maior taxa de estabelecimento in vitro no outono. O meio de
cultura WPM promoveu maior porcentagem de estabelecimento de explantes de
oliveira. No artigo (2), plantas matrizes em condições de ausência de luz são as
mais indicadas no estabelecimento in vitro das cultivares de oliveira estudadas. A
concentração de 2 mg.L-1 de Zeatina favorece a sobrevivência de explantes de
oliveira 'Arbequina'. As concentrações (0, 4 e 8 mg.L-1 ) de Zeatina não apresentam
diferença entre as cultivares Leccino e Arbequina para a variável contaminação
fúngica.

