Propagação de pitangueira via miniestaquia
Resumo
O presente trabalho teve como objetivo estudar a propagação de mudas clonadas de
pitangueira preta, oriundas da técnica de miniestaquia, sendo realizados três experimentos,
organizados em três artigos. O primeiro artigo aborda o enraizamento de miniestacas de
seleção de pitangueira preta obtidas na Embrapa Clima Temperado, com diferentes
concentrações de ácido indolbutírico (0, 1000, 2000 mg.L-1) associado a dois tipos de ramos
(miniestacas herbáceas e lenhosas). Foi avaliada a porcentagem de sobrevivência e
enraizamento, número de raízes, comprimento de raízes, número de brotações e
comprimento das brotações. Foi observado influência positiva do regulador de crescimento
no enraizamento das miniestacas, sendo a concentração de 2000 mg L-1 a mais eficiente com
o material herbáceo. Quanto ao segundo artigo, foi testado na concentração pré-definida do
primeiro capítulo, com ramos herbáceos com e sem a presença do ápice, com delineamento
de cinco repetições de 30 miniestacas cada. Foram avaliadas a porcentagem de
sobrevivência, enraizamento, número de raízes, comprimento de raízes, número de
brotações e comprimento das brotações. Foi observada diferença significativa nas
miniestacas apicais que apresentaram maior porcentagem de enraizamento, com médias
entre 80 e 100%. No terceiro artigo, foi testada a dinâmica de enraizamento de miniestacas
de pitangueira, no período de dois meses, a partir de 20 miniestacas avaliadas
semanalmente, sendo as variáveis analisadas: número de miniestacas com primórdios
radiculares (intumescência e pontos brancos na lesão realizada na base); porcentagem de
enraizamento; número de raízes; comprimento de raízes; e raízes com mais de um
centímetro. As miniestacas demonstraram um aumento gradativo do enraizamento de acordo
com o tempo de cultivo. Conclui-se, que com sete semanas as miniestacas estão aptas ao
transplante.
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