Festas manchadas de sangue e violência: literatura e história em A Festa, de Ivan Ângelo e A Festa do Bode, de Mario Vargas Llosa
Resumo
Esta dissertação analisa a relação entre literatura e história nos romances A Festa, de Ivan Ângelo (1976) e A Festa do Bode, de Mario Vargas Llosa (2000). O corpus literário privilegiado desta pesquisa retrata os períodos de exceção que ocorreram em países distintos: a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985) e a ditadura da Era Trujillo (1930-1961) na República Dominicana, respectivamente. A partir do entrecruzamento entre literatura e história, esta pesquisa, amparada pelos estudos comparatistas, busca compreender como ocorre a representação literária das ditaduras (tanto a civil-militar brasileira quanto a dominicana) e investigar a metáfora do conceito de festa que permeia as narrativas. A hipótese inicial é a de que os significados ocultos por trás do sentido de “festa” coincidem, de certa forma, nos dois romances, pois há violência, sangue e iniquidades encobertas pela aparência de festa.
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