Os portos que habitam o lugar: percepção e revitalização do “Porto Velho” do Rio Grande.
Resumo
A Cidade do Rio Grande percorre sua história margeada pelas águas. Tida inicialmente como marco na manutenção territorial durante as disputas entre portugueses e espanhóis, teve ainda em seu traçado urbano inicial a Lagoa dos Patos como elemento norteador. Sua inegável associação às águas conferiu-lhe uma especialização e uma dependência que influenciaria os saberes e fazeres de seu cidadão. Perante a importância simbólica que a área do Porto Velho da Cidade do Rio Grande mantém na construção de uma identidade riograndina e o atual distanciamento e subutilização que ela mantém junto à população, viu-se, a luz de outros projetos, a necessidade de uma “revitalização”. Diante da ineficácia de alguns projetos de mesma natureza, a presente pesquisa objetiva identificar, se a execução deste representaria efetivamente os anseios da comunidade riograndina. Como meio de verificar nossa hipótese, dividimos o trabalho em dois grupos. No primeiro, a partir da identificação e interpretação dos elementos norteadores das bases do concurso, buscamos apontar os objetivos de sua produção e de sua execução; e no segundo grupo, por meio de um questionário, procuramos identificar, dentro da esfera da percepção ambiental, as preferências e expectativas da comunidade. Após a análise dos resultados evidenciamos uma sólida consciência do riograndino frente a questões patrimoniais da cidade, bem como, a representatividade destes nas linhas do projeto. Além disso, percebeu-se que, a volta de um espaço ao convívio social depende não apenas da esfera econômica como também da difusão da esfera simbólica, onde seus frequentadores tenham a oportunidade de escolher se o espaço se tornará lugar.
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