Oryx e Crake: a naturalização dos espaços distópicos pelo capitalismo

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Data
2020-12-17Autor
Rodrigues, Carim Luciane da Silva
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Este trabalho analisa a representação do sistema capitalista, na sua configuração mais contemporânea, que é o neoliberalismo, na obra de Margaret Atwood, Oryx e Crake. Nessa obra, o mundo que é representado traz uma realidade distópica, que é reconhecida como uma distopia capitalista, uma vez que os espaços fabricados pela sociedade narrada na ficção, são espaços em que o neoliberalismo foi implementado ao extremo. O espaço representado é um espaço de segregação, onde muralhas são a distopia dos que não podem entrar e daqueles que não podem sair, ao mesmo tempo que são a utopia daqueles que ou querem manter os outros do lato de fora, ou querem obrigar aqueles que desejam sair a permanecerem dentro. A implementação extrema do neoliberalismo pode ser verificada pela forma como nada escapa do controle de um sistema que é global, nem fugir de uma ordem estabelecida para manter a reprodução do sistema em questão, além do fato de que essa ordem ser vista como natural e inexorável, não permitindo possibilidades de superação, nem quando o mundo representado é destruído.
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