Avaliação da genotoxicidade das xantanas produzidas pelas cepas 06 e 24 de Xanthomonas campestris pv pruni através do ensaio cometa e teste de micronúcleos.
Resumo
Entre o vasto número de tipos de polissacarídeos produzidos
naturalmente, por plantas, algas e bactérias, xantana é um dos poucos que
tem propriedades funcionais com amplo espectro de uso bem como produção
industrial em grande escala. É o segundo biopolímero a ser desenvolvido por
um processo economicamente viável, e continua a ser o mais importante
biopolímero na aplicação em alimentos devido às suas propriedades
funcionais. As propriedades químicas e físicas da xantana comercial,
principalmente a viscosidade e a estabilidade em relação a variações de pH e
temperatura, fazem com que este polissacarídeo seja amplamente utilizado
na indústria alimentícia, dentre outras, como espessante e estabilizante de
suspensões e emulsões. Devido a xantana do patovar pruni ser um material
novo e ainda não utilizado em alimentos, testes devem ser conduzidos de
acordo com a Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) para estabelecer a
sua segurança. Com base no aumento da utilização destes polímeros na
indústria alimentícia e, aos poucos dados referentes à genotoxicidade e aos
efeitos sobre os índices de colesterol e glicose dos mesmos, torna-se
importante a realização de um estudo sobre os danos ou benefícios que estes
polímeros podem proporcionar. No presente estudo, foram usadas
experimentalmente as xantanas produzidas pelas cepas 06 e 24 da bactéria
Xanthomonas campestris pv pruni e a xantana comercial produzida pela
mesma espécie, porém pelo patovar campestris (Jungbunzlauer), como
componente adicional na dieta de camundongos, com o objetivo de avaliar o
potencial genotóxico destes biopolímeros, neste modelo animal, através do
ensaio cometa e do teste de micronúcleos; além de verificar os índices de
colesterol e glicose. Os dados do ensaio cometa e do teste de micronúcleos
foram avaliados e, então, observou-se que as xantanas produzidas pelas
cepas 06 e 24, assim como a xantana comercial, não apresentaram valores
significativamente superiores aos controles negativos, na indução de danos
no DNA através dos testes utilizados. Além disso, foi observada uma
tendência a diminuir os índices de colesterol e glicose, nos tratamentos com
as xantanas, embora estes valores não tenham sido significativamente
inferiores ao do grupo controle.