Diagnóstico imunoenzimático da larva migrans visceral

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Data
2005-06-24Autor
Schoenardie, Elizandra Roselaine
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Mostrar registro completoResumo
A Larva Migrans Visceral (LMV) é uma doença zoonótica que possui como
principal agente etiológico o helminto Toxocara canis. O diagnóstico precoce da
doença no homem é importante para estudos de evolução clínica e tratamento
do paciente e os inquéritos epidemiológicos para determinar a freqüência da
infecção em uma população. Por isso, o primeiro experimento teve como
objetivo, determinar a presença de anticorpos anti-T. canis em crianças da
região de Pelotas através de Enzyme linked immnosorbent assay (ELISA) com
o antígeno de excreção e secreção de larvas de Toxocara canis (TES), bem
como definir, através de Western blotting , o padrão de bandas do TES
reconhecidas pelos soros positivos ao ELISA. Foram ensaiados no ELISA
Indireto 427 soros de crianças de um a 12 anos de idade adsorvidos com
antígeno somático de Ascaris lumbricoides e determinado que 50,6%
apresentaram anticorpos anti-TES, ocorrendo uma associação significativa
entre as crianças positivas e o contato com cães e gatos. Esta associação
também foi observada em diferentes faixas etárias das crianças, mas não com
relação ao sexo das mesmas. Setenta soros positivos no ELISA foram
ensaiados no Western blotting e todos reconheceram frações proteicas entre
30 e 120 kDa. Uma diminuição da reação cruzada com o AgSoAl foi observada
quando soros adsorvidos com este antígeno foram testados no Western
blotting , sendo que uma fração antigênica de 30 kDa apresentou-se como uma
proteína importante para o diagnóstico específico da LMV. No segundo
experimento, 25 camundongos BALB/c foram inoculados com aproximadamente 1000 ovos contendo a larva infectante (L3). Colheitas
quinzenais de sangue foram realizadas através do plexo retro orbital até os 105
dias pós-infecção dos animais. Os soros foram ensaiados no ELISA Indireto
utilizando o antígeno TES e a uréia 6M a fim de discriminar infecção recente e
tardia, através do percentual de avidez da IgG nos diferentes dias após a
infecção. Um baixo percentual de avidez, característico da infecção aguda, foi
observado aos 15 dias pós-inoculação (entre 7,3 e 27,5%). Após 60 dias de
infecção, todos os animais apresentaram avidez entre 31,4 e 58%. Através
destes resultados, sugere-se que em camundongos BALB/c, aos 60 dias pós-infecção
a fase crônica da LMV já está estabelecida.