Teste de penetração espermática em oócitos in vitro e fertilidade in vivoapósinseminação heterospérmica em suínos

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Data
2007-01-30Autor
Macedo Júnior, Milton Carvalho
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O conhecimento do potencial reprodutivo de um macho é de importância econômica e reprodutiva, principalmente se ele é utilizado em programa de inseminação artificial. Os testes convencionais que avaliam a qualidade seminal não possuem a capacidade de medir o potencial fertilizante de uma amostra e, apenas indicam se a mesma é fértil ou não. O teste de penetração espermática in vitro, aparece neste contexto como um teste laboratorial alternativo para categorizar os machos férteis, quanto a sua capacidade de fecundação, pois mimetizam in vitro o que acontece in vivo. No entanto, este teste tem seu uso limitado por ser de difícil execução e por utilizar equipamentos de alto custo. Com o objetivo de simplificar o teste, o presente trabalho avaliou alternativas para diminuição do tempo de execução, utilização de oócitos criopreservados de diferentes maneiras e sua associação com fertilidade in vivo através de inseminação heterospérmica e diagnóstico de paternidade dos leitões nascidos. Foi concluído que: 1) É possível utilizar o sistema de incubação FRASCO, em substituição ao sistema de incubação convencional, eliminando a necessidade de uso da onerosa incubadora de CO2; 2) Pode-se congelar oócitos em CRIOTUBO, juntamente com o meio de fecundação e óleo mineral, eliminado a utilização de lupa esteriomicrocópica para manipular oócitos no dia da execução do teste; 3) É viável reduzir o tempo de co-incubação de oócitos e espermatozóides para 6 horas, desde que a concentração espermática utilizada seja de 2 X 106 espermatozóide para cada ml de meio de fecundação utilizado; 4) O diagnóstico de paternidade revelou que ao inseminar fêmeas suínas com um pool de sêmen de quatro machos, utilizando dose inseminante de 2,8 X 109 espermatozóides, todos os machos tiveram participação semelhante na taxa de paternidade dos leitões nascidos