Transferabilidade de microssatélites de arroz para trigo na busca por marcadores ligados à resistência à fusariose

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Data
2007-12-29Autor
Carvalho, Alexandre Zanardo de
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A fusariose do trigo, causada principalmente pelo fungo Fusarium
graminearum, é uma das principais doenças nessa cultura, ocasionando perda de
produtividade e de qualidade de grãos, além dos efeitos nocivos à saúde do homem
e de animais devido ao acúmulo de micotoxinas nos grãos infectados. A resistência
genética é a melhor forma para o controle dessa patologia que atinge a cultura em
várias regiões do mundo. Ela exibe herança quantitativa, ou seja, são QTLs que tem
um pequeno efeito sobre o caráter. Estudos com marcadores de microssatélites têm
gerado um grande número de informações a respeito da posição desses QTLs no
genoma e no desenvolvimento de novas variedades para cultivo em programas de
melhoramento. Os microssatélites são pequenas seqüências de bases repetidas,
posicionadas adjacentemente e distribuídas amplamente no genoma dos
organismos. Para sua amplificação são utilizados primers específicos para cada
loco. As relações genéticas entre espécies permitem que informações geradas a
partir do estudo de uma delas sejam utilizadas para o estudo de espécies
relacionadas. Dessa forma, primers desenhados para locos de microssatélites em
uma espécie podem ser utilizados para detectar marcadores em espécies afins e
serem associados a características de interesse. Sendo assim, o objetivo deste
trabalho foi verificar a transferabilidade de locos de microssatélites de arroz para
genótipos de trigo com diferentes níveis de resistência à fusariose e verificar a
existência de polimorfismo entre os genótipos contrastantes que pudessem ser
associados à característica de resistência. Foram testados 55 pares de primers de
locos de microssatélites, isolados do genoma do arroz, em 13 cultivares de trigo,
classificadas como suscetíveis, moderadamente suscetíveis, moderadamente
resistentes e resistentes. Houve a transferabilidade de 76,4% desses locos de
microssatélites. Destes, 23,8% apresentaram polimorfismo e o restante, 76,2%,
apresentaram-se monomórficos. A análise do polimorfismo não permitiu a
identificação de marcadores que pudessem ser associados à resistência para
fusariose do trigo.