| dc.description.abstract | Este trabalho é a intersecção de duas pesquisas de doutorado que pensam a escrita como gesto. A primeira, no Programa de Pós Graduação em Letras, na Universidade Federal de Pelotas, e pensa na escrita com o corpo a partir da dança. Parte-se da ideia de que o corpo é capaz de reverberar, através de seus movimentos, a escritura que vai criar modos de posicionamento ético e politico, Já a segunda pesquisa foi realizada no Programa de Pós Graduação em Educação, na mesma universidade, e pensa a escrita como prática feminista decolonial. Em ambas, a escrita é capaz de se fazer como gesto que se dá na prática de
mulheres que utilizam o seu corpo como território de criação, de rebeldia, resistência e de luta contra a violência que nos atinge.
Considerando que o próprio exercício de teorizar também é uma experiência corpórea (GREINER, 2005), é possível explorar como esse corpo escrevente se comporta em meio aos processos criativos como os micro movimentos decorrentes da escrita e tudo aquilo que o antecede. Assim, a escrita se faz como gesto, porque, “parece-me que não há nada mais urgente do que
começarmos a criar uma nova linguagem” (KILOMBA, 2019, p. 21). A partir disso, apresentaremos o LiteraCorpo, como espaço-território no qual a escrita emerge como gesto corpóreo, criação e articulação entre saberes não hegemônicos. | pt_BR |