| dc.description.abstract | Nas últimas eleições presidenciais realizadas, em 29 de novembro de 2019 na Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo foi eleito presidente da república. Ao longo dos seus três anos no poder, a liberdade de imprensa e a integridade física dos jornalistas vem sendo atacadas. Uma série de acontecimentos vem ocorrendo no país, como por exemplo, o rapto e o espancamento do blogueiro António Aly Silva por um grupo de pessoas desconhecidas, ou o caso do jornalista Adão Ramalho, que também foi espancado por elementos da Segurança Nacional enquanto cobria a chegada do líder do Partido Africano Para a Independência de Guiné e Cabo-Verde, que vinha do exterior. Houve também o sequestro e o espancamento do blogueiro Doka Ferreira,
ex-apoiador do atual regime, bem como o sequestro e o espancamento do ativista político das redes sociais Queba Sané. Ainda nessa onda de violência, tem-se o caso da rádio privada O Capital FM, uma rádio que é assumidamente crítica ao regime de Umaro Sissoco Embaló e de Nuno Gomes Nabian, o então primeiro ministro; suas instalações foram vandalizadas e alguns de seus equipamentos destruídos no dia 26 de julho de 2020 por homens armados ligados à força de Segurança Nacional. A mesma rádio foi alvo de um segundo ataque promovido por grupos armados em 7 de fevereiro de 2022, com o registro de muitos feridos e com a realização de vários disparos contra equipamentos (DW ÁFRICA, 2022a). Em face do exposto, a proposta é parte da proposta de tese de doutorado que tem como objetivo é entender o papel das rádios na Guiné-Bissau como forma
de organização coletiva dos movimentos populares para a efetivação da democracia no país, sobretudo as rádios comunitárias. Ou seja, procura-se articular como o uso destas ferramentas de comunicação pelos atores socias e comunitários evidenciam as lutas populares, visando a ampliação dos espaços de participação política para a democratização em níveis local e nacional. | pt_BR |