| dc.description.abstract | Este trabalho é recorte da pesquisa de mestrado em andamento pelo Programa de Pós-graduação em Educação da UFPel, em que busco ampliar o conceito de erótico e, investigar e refletir sobre como ele pode ser compreendido e praticado, por meio das artes visuais e da educação, frente aos modos de subjetivação dominantes a fim de propor outros modos de ser, pensar e agir tendo o erótico como matriz. Dada a dimensão desse texto, opto por enfatizar alguns pontos que revelam a importância do erótico para as artes e a educação, pois ele se encontra em falta, já que “O mundo público da aprendizagem institucional é um
lugar onde o corpo tem de ser anulado, tem que passar despercebido” (hooks, 2018, p. 145). Erótico é um conceito oriundo do mito grego de Eros, uma das divindades que representa o amor. É considerado “uma força preponderante na ordem do
universo, responsável pela perenidade das espécies e pela harmonia do próprio Cosmos” (KURY, 2009, p. 131), “uma força que intensifica nosso esforço global de autorrealização” (HOOKS, 2018, p. 150). Em outras palavras, Eros é a “personificação de amor em todos seus aspectos – nascido do Caos, e personificado no poder criativo e harmonia” (LORDE, 2019, p. 69). Eros foi
suprimido na figura do cupido e a partir de então, relações mais diretas com a sexualidade foram tecidas, inscrevendo historicamente no conceito essa dimensão como a central. | pt_BR |