| dc.description.abstract | O presente trabalho, tem como foco analisar a maneira que os think tanks chineses, são instrumentalizados pelo governo para compor novas estratégias de soft power da China por meio da diplomacia científica. Ademais a este, tendo como objetivos específicos para este trabalho: compreender como são e como funcionam os think tanks chineses; entender como a China opera a sua diplomacia científica como estratégia de soft power e por fim examinar o desempenho dos think tanks como elementos da diplomacia científica da China. Estes objetivos foram desenvolvidos a fim de responder a seguinte problemática: De que maneira os think tanks chineses podem impulsionar os interesses da China no cenário internacional utilizando da prática da diplomacia científica? Para muitos autores ocidentais como MEDVETZ (2008); ABELSON (2018); STONE (2004); MCGANN (2012; 2020), os think tanks são organizações institucionalizadas que procuram influenciar as políticas públicas e ou a opinião pública, através do conhecimento científico e da produção científica. Além disso, os think tanks para SALAS-PORRAS e MURRAY (2017), podem ser considerados articuladores, criadores de novas ideias políticas ou até mesmo “reembalar” antigas ideias para assim, se enquadrarem e impulsionarem suas agendas sob o âmbito da influência nos policymakers. Já o entendimento da China sobre o que significa um think tank, ou seja, de uma perspectiva não-ocidental, acaba sendo redefinido, muito mais pela ótica do
campo político e dos contextos culturais, econômicos e sociais do país (ZHU, 2018, p 5). Na China, a maioria dos think tanks são institutos oficiais do próprio governo chinês, sendo eles, financiados diretamente pelo Partido Comunista e anexados a
departamentos do governo. Não cabendo à estes, realizarem pesquisas independentes sobre questões políticas ou econômicas, como é o caso de inúmeros think tanks estadounidentes, desse modo, eles são capazes de seguir um cronograma de pesquisas instituído pelo governo a fim de deixar controlável as opiniões (ZHU, 2018 p 5). | pt_BR |