Avaliação da Percepção de Conhecimento, das Atitudes e da Presença de Sintomas para Episódios de Depressão em Pessoas com Diabetes Mellitus

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Data
2024-12-18Autor
Brasil, Maria de Lourdes Silveira
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As evidências mundiais demonstram à proporção desenfreada que a doença do
diabetes mellitus está tomando em nossa sociedade e da depressão, como um de
seus agravos mais frequente e subdiagnosticado. Estudo com os objetivos de
analisar a percepção da pessoa com diabetes mellitus em relação ao conhecimento,
à atitude e à presença de sintomas para episódios de depressão, atendidas nos
serviços ambulatoriais de instituições públicas. Além de caracterizar as pessoas
com diabetes mellitus em relação à dados sociodemográficos e clínicos, avaliar o
grau de conhecimento sobre a doença em pessoas com diabetes mellitus; descrever
as atitudes em relação a doença das pessoas com diabetes mellitus e identificar as
atitudes das pessoas com diabetes mellitus em relação aos sintomas para episódios
de depressão. Estudo transversal, descritivo, exploratório de abordagem
quantitativa. Ocorreu em dois centros de endocrinologia públicos de saúde, no sul
do Brasil, participaram 761 pessoas, com idade ≥ a 18 anos, com diabetes tipo 1 ou
2, com consulta agendada com especialistas. Aprovado pelo Comitê de Ética, sob
parecer 6.179.589 / 70415423.9.0000.5316. Foram aplicados um questionário
sociodemográfico e clínico e três instrumentos, Diabetes Knowledge Questionnaire,
Diabetes Attitude Questionnaire e Patient Health Questionnaire, no período de julho
de 2023 a abril de 2024, por meio de entrevistas presenciais utilizando a plataforma
digital Research Electronic Data Capture. Foram realizados testes de Wilcoxon Mann-Whitney, o de Kruskal-Wallis e o teste de Dunn, todos considerando nível de
confiança de 95% (α = 0,05). A idade média das pessoas foi de 60 anos, 68,9% eram
do sexo feminino, 68,9% com escolaridade máxima de 8 anos, 61,9% com
companheiro(a), 80,3% eram brancas, 57,3% aposentadas, e 56,3% recebiam entre
dois e cinco salários-mínimos. Em tratamento com endocrinologista, 58,1% e, 68,1%
foram diagnosticadas há mais de 10 anos e 91,7% têm diabetes tipo 2, 83,3% com
diabetes sem controle, 91,0% usavam quatro ou mais medicamentos e 74,9% têm
hipertensão associada ao diabetes. Das pessoas entrevistadas, 85,7% têm
conhecimento satisfatório, 90,3% atitude negativa e 54,2% apresentam algum grau
de sintoma para episódio de depressão. As pessoas mais jovens (p= 0,0001) e com
maior grau de escolaridade têm maior conhecimento sobre o diabetes e as com
menos escolaridade manifestaram atitudes mais positivas em relação ao estresse
(p=0,0157), confiança (p= 0,0061) e aceitação (p= 0,0001). Mulheres apresentaram
maiores escores médios (p= 0,0001) para sintomas de episódios de depressão.
Pessoas com múltiplas comorbidades apresentaram grau maior (p= 0,0001) de
sintomas para episódios de depressão. O aumento na quantidade de medicamentos
piora (p= 0,0001) o estado de sintomas para episódios depressivos. O estudo pode
alertar a necessidade da utilização de instrumentos eficazes que possam prover
ações resolutivas de saúde/cuidado bem como contribuir para mudança de
comportamento com atitudes positivas e ausência de sintomas depressivos em
pessoas com diabetes mellitus.
