Síndrome de Burnout, ansiedade e depressão: um estudo sobre a saúde de professores na cidade de Bagé/RS

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Data
2024-12-11Autor
Herbstrith, Cristiane de Almeida
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A pesquisa teve como objetivo central analisar o adoecimento de professores da
educação básica da rede municipal de Bagé (RS). Especificamente, buscou avaliar a
prevalência da síndrome de burnout (SB) e identificar sintomas de ansiedade e
depressão entre esses profissionais. Trata-se de um estudo transversal e descritivo
com abordagem quantitativa. Os instrumentos de pesquisa foram organizados em um
formulário digital, dividido em quatro blocos: (1) Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido (TCLE), (2) Formulário de Perfil, (3) Maslach Burnout Inventory (MBI) e
(4) Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS). A coleta de dados ocorreu
entre outubro e dezembro de 2022, após o período pandêmico. Todos os sujeitos
foram convidados a tomar parte no estudo (mediante envio do formulário em três
tentativas de contato), e só foram incluídos os que aceitaram participar e preencheram
o instrumento adequadamente. Os dados foram organizados em planilhas do
Microsoft® Excel e analisados estatisticamente no software STATA® 14.1, resultando
em dois artigos. O primeiro artigo examinou a prevalência de burnout, ansiedade e
depressão e o perfil dos professores de Educação Física da rede municipal de ensino
de Bagé. Os resultados indicaram que 40,7% dos professores apresentam indicadores
de risco para a SB, enquanto 7,4% já foram afetados pela síndrome. Quanto à
ansiedade e depressão, 70,4% dos participantes mostraram baixa prevalência de
sintomas de ansiedade, e 74,1%, de depressão. O segundo artigo consistiu em
investigar prevalência de burnout, ansiedade e depressão entre professores da rede
municipal de ensino básico de Bagé e a relação entre essas condições. Os resultados
revelaram que 6,8% dos professores apresentaram SB, 22,1% tinham sintomas de
ansiedade, e 14,5%, de depressão, com associação significativa entre burnout e os
níveis de ansiedade e depressão (p<0,01). O primeiro artigo mostrou que muitos
professores de Educação Física estavam em risco de burnout, enquanto o segundo
revelou uma associação entre burnout, ansiedade e depressão, indicando a
interdependência dessas condições. Esses achados enfatizam a importância de
políticas institucionais de apoio à saúde mental e de ações preventivas para promover
a qualidade de vida dos docentes, sobretudo em um cenário pós-pandêmico.
