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Lembranças de Cavalhadas: memórias e estratégias de sobrevivência de uma tradição do Brasil Central (19732024)
| dc.creator | Oliveira, Gregory Ramos | |
| dc.date.accessioned | 2025-10-01T21:19:23Z | |
| dc.date.available | 2025-10-01 | |
| dc.date.available | 2025-10-01T21:19:23Z | |
| dc.date.issued | 2025-04-30 | |
| dc.identifier.citation | OLIVEIRA, Gregory Ramos. Lembranças de Cavalhadas: memórias e estratégias de sobrevivência de uma tradição do Brasil Central (1973-2024). Orientadora: Profª Drª Daniele Gallindo-Gonçalves. 2025. 228 f. Dissertação (Mestrado em História) Ŕ Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17768 | |
| dc.description.abstract | Brought by the lusitanians after the pachakuti in the beginning of the colonial enterprise, the Cavalhadas are a set of dramatical celebrations/horse games idealized to teach the colonized people about their place under the christian yoke, with the colonial violence represented through this catechetical and pedagogical mechanism. However one can’t simply consider that, by doing this movement, the tradition not only kept the same just like the ones across the Atlantic, but didn’t change in the many Brazils, at the centuries that apart the first Cavalhadas from the current ones. Using the Cavalhadas of Pirenópolis (GO) as an example, this dissertation aims to comprehend the transformations of the tradition towards its specification and the continued drift from the iberian model, in a process of reinvention of the Cavalhadas, in a movement of decolonization of the tradition. Through a decolonial approach (Mignolo, 2007), this investigation seeks to highlight this process of differentiation of said tradition in the last fifty years, decades that witnessed deep changes and challenges not only to the celebration, which is part of the Holy Spirit Festival since 1826, but to the community itself. Using the Oral History Methodology, online and in-person interviews were conducted, looking after members of the community that weren’t directly connected to the tradition (i.e. Knights and the Priest), although somewhat linked to it. Questions like the way the celebration is cherished by the community and how the forgetting or the hiatus caused by the SARS-CoV-2 affected directly their memories of the celebration arose, but not only. Insofar it was only sighted an outlook of the experience of a set of individuals with their community, their agency (analogous to the subalterns of the colonial hierarchy still alive in the Modernity/Coloniality) in the appreciation of the tradition runs along other agencies, whose almost demiurgical power seems to upset the community (namely, the State of Goiás and tourism and outsider-centered elites) when it goes against the “will of the people”. As conclusions, it stood out that the grey frontier between individual identity and collective experience its behind the way the community lives the Cavalhadas as something “that’s in the[ir] blood”, and that this is the reason behind the transformations and the possibilities of disappearance are perceived almost as individual, existential threats, hence the impossibility to imagine such tanathopical reality (Pirenópolis without their Cavalhadas or, above all, their Holy Spirit Festival) and the very mourning derived from the only moment where this was a tangible reality: the cancelment of the celebration in the 2020-2021 biennium. | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal de Pelotas | pt_BR |
| dc.rights | OpenAccess | pt_BR |
| dc.subject | Cavalhadas de Pirenópolis | pt_BR |
| dc.subject | Memórias | pt_BR |
| dc.subject | História oral | pt_BR |
| dc.subject | SARS-CoV-2 | pt_BR |
| dc.subject | Estudos decoloniais | pt_BR |
| dc.subject | Cavalhadas of Pirenópolis | pt_BR |
| dc.subject | Memories | pt_BR |
| dc.subject | Oral history | pt_BR |
| dc.subject | Decolonial studies | pt_BR |
| dc.title | Lembranças de Cavalhadas: memórias e estratégias de sobrevivência de uma tradição do Brasil Central (19732024) | pt_BR |
| dc.type | masterThesis | pt_BR |
| dc.contributor.authorLattes | http://lattes.cnpq.br/3076091178265654 | pt_BR |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/8072197385675534 | pt_BR |
| dc.description.resumo | Trazidas pelos lusitanos após o pachakuti no começo do empreendimento colonial, as Cavalhadas são um conjunto de celebrações dramáticas/jogos equestres idealizados para ensinar aos povos colonizados sobre seu novo lugar sob jugo cristão, com a violência colonial representada por meio deste dispositivo catequético e pedagógico. Entretanto, não se pode simplesmente considerar que, ao fazer este movimento, a tradição não apenas se manteve a mesma que aquelas ainda conduzidas através do Atlântico, mas permaneceram intactas através dos vários Brasis, nos séculos que separam as primeiras corridas daquelas da atualidade. Esta dissertação, utilizando as Cavalhadas de Pirenópolis (GO) como um exemplo, tem por objetivo compreender as transformações da tradição rumo à sua especificação e afastamento contínuo do modelo ibérico, em um processo de reinvenção das Cavalhadas, em um movimento de decolonização da tradição. Através de uma abordagem decolonial (Mignolo, 2007), busca-se identificar este processo de diferenciação desta tradição nos últimos cinquenta anos, décadas que testemunharam modificações profundas e desafios não apenas para a celebração, que é parte da Festa do Divino Espírito Santo desde 1826, mas para a comunidade em si. Utilizando a metodologia de História Oral, foram conduzidas entrevistas remotas e presenciais, procurando por membros da comunidade que não estavam diretamente ligados à tradição (por exemplo, Cavaleiros e o Padre), apesar de conectados à ela. Questões como a maneira que a celebração é estimada pela comunidade, e como o esquecimento ou o hiato causado pela pandemia de SARSCoV-2 afetou diretamente suas memórias da celebração despontaram, mas não apenas. Ainda que apenas tenha sido esboçado um panorama da experiência de um conjunto de indivíduos com sua comunidade, sua agência (análoga à dos subalternos da hierarquia colonial ainda viva na Modernidade/Colonialidade) na valorização da tradição é paralela à outras agências, cujo poder quase demiúrgico parece incomodar a comunidade (nomeadamente, o Estado de Goiás e as elites centradas no turismo e nos forâneos) quando ela vai contra a “vontade do povo”. Como conclusões, destacou-se que a fronteira gris entre identidade individual e experiência coletiva está por trás da maneira como a comunidade vive as Cavalhadas como algo que “está no sangue”, e esta seria a razão pela qual as transformações e possibilidades de desaparecimento são interpretadas quase como ameaças existenciais individuais, daí a impossibilidade de imaginar tal realidade tanatópica (Pirenópolis sem suas Cavalhadas ou, principalmente, sua Festa do Divino) e o próprio luto derivado do único momento em que isto foi uma realidade tangível: o cancelamento da celebração no biênio 2020-2021. | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em História | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPel | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS HUMANAS | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.rights.license | CC BY-NC-SA | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Daniele Gallindo Gonçalves | |
| dc.subject.cnpq1 | HISTORIA | pt_BR |

