| dc.description.abstract | A população idosa tem se tornado foco de interesse para a comunidade científica. No Brasil, o número de pessoas com mais de 65 anos aumentou em 57,4% nos últimos 12 anos, representando 10,9% da população total (IBGE, 2022). Sabe-se que o número de idosos brasileiros, edêntulos ou que necessitam de próteses dentárias ainda é grande (SB-BRASIL, 2022). A reabilitação oral desses pacientes promove e mantém a qualidade de vida, favorecendo até mesmo a memória (GUARDIEIRO et al., 2024). Recentemente, a relação entre a mastigação e o desenvolvimento de doenças cognitivas tem sido aprofundada. Estudos de investigação clínica, epidemiológica e em modelo animal sugerem que a perda de dentes pode ser um fator de risco para o declínio das funções cognitivas, no entanto, a forma como os estímulos do aparelho estomatognático podem afetar o funcionamento do cérebro continua a ser um debate em aberto. Interações entre a mastigação e outros sistemas de processamento cognitivo-afetivo ainda precisam ser investigadas (LIN, 2018). Outros estudos mostram que a função mastigatória, seja ela com dentes naturais ou próteses dentárias, ativa a liberação de mediadores cerebrais em áreas específicas do cérebro, resultando em atividade neuronal e fluxo sanguíneo cerebral, prevenindo a deterioração da função cognitiva (CHUHUAICURA et al.,2019). Logo, a reabilitação protética em pacientes edêntulos totais e parciais torna-se um fator protetor da cognição. | pt_BR |