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dc.creatorPereira, Sergiane Baes
dc.date.accessioned2026-01-09T08:22:48Z
dc.date.available2026-01-09T08:22:48Z
dc.date.issued2025-09-01
dc.identifier.citationPEREIRA, Sergiane Baes. Distribuição espaço-temporal e determinantes da emergência de dengue no Rio Grande do Sul, 2007 a 2023. 2025. 85 f. Tese (Doutorado em Veterinária) - Faculdade de Veterinária, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19263
dc.description.abstractNeglected diseases comprise a group of diseases that still represent a persistent public health problem. Among these diseases, dengue—an arbovirus transmitted by mosquitoes of the Aedes genus—is estimated to put more than four billion people globally at risk of infection, and is considered one of the ten main threats to global public health. Since the first dengue epidemic in 1986, Brazil has been considered hyperendemic, with successive periods of epidemics generating significant social and economic impacts. In Rio Grande do Sul, the first indigenous case of the disease was recorded in 2007. Although the state was previously considered a protected area, the disease is expanding within its territory, with cases reported in 91.15% of municipalities in 2022. Therefore, the general objective of this thesis was to conduct an epidemiological analysis of data generated by routine dengue surveillance and control in Rio Grande do Sul, based on data on the distribution of the disease in the state and its determinants available in national and state information systems. Specific objectives include analyzing the temporal and geographic spread of dengue in Rio Grande do Sul from 2007 to 2023; identifying socio-environmental factors associated with dengue incidence in Rio Grande do Sul; and providing information to support more effective primary prevention strategies. To this end, a study was constructed resulting in two articles were developed using secondary epidemiological surveillance data. The first article was an ecological study of dengue cases in Rio Grande do Sul from 2007 to September 2023, aiming to assess the geographic and temporal expansion of dengue in the state during this period. For spatial description, annual maps of incidence rates by municipality were constructed; spatial autocorrelation was assessed using the Global Moran Index and Local Indicators of Spatial Association (LISA), and spatiotemporal cluster identification was performed using the discrete Poisson model and Generalized Additive Models. The analyses were performed using SatCan and R software. It was observed that during the analyzed period, Rio Grande do Sul reported 126,067 dengue cases, resulting in 142 deaths, with 80.5% of the total cases reported in the 2022-2023 biennium alone. The highest incidence and mortality rates were observed in the Northwest mesoregion, followed by the Central-Eastern mesoregion, with a sharp increase in the risk of dengue fever from 2019 onwards and a pronounced intensification from 2022 onwards – indicating an ongoing epidemic. The second article aimed to identify environmental and socioeconomic factors associated with the incidence of dengue in the state from 2013 to December 2023. To this end, the influence of the urbanization index and rural density - during the years 2010 and 2022 - and environmental quality (through the Socio-Environmental Performance Index) on the average incidence rate of dengue in the different mesoregions of the state were evaluated through geographically weighted regression (GWR) analysis using the R software. It was observed that during the analyzed period, 127,945 cases of dengue were reported in the state, with 82.74% of these reported between 2022 and 2023. The variables evaluated act heterogeneously on the expansion of the disease in the different mesoregions of the state, with emphasis on the rural density variable, which in 2022 demonstrated an expansion of influence to the Southwest mesoregion and consolidation. in the Northeast and Metropolitan mesoregions. The results observed in this thesis demonstrate the alarming epidemiological situation of dengue in Rio Grande do Sul, with expansion throughout its mesoregions and with various socio-environmental factors influencing the incidence of the disease and its spread. It is hoped, therefore, that these results can guide the adoption of effective control and prevention measures targeted at at-risk populations.pt_BR
dc.description.sponsorshipConselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pelotaspt_BR
dc.rightsOpenAccesspt_BR
dc.subjectArbovirosespt_BR
dc.subjectDenguept_BR
dc.subjectEpidemiapt_BR
dc.subjectExpansão geográficapt_BR
dc.subjectVigilância epidemiológicapt_BR
dc.titleDistribuição espaço-temporal e determinantes da emergência de dengue no Rio Grande do Sul – 2007 a 2023pt_BR
dc.title.alternativeSpatiotemporal distribution and determinants of dengue emergence in Rio Grande do Sul, 2007 to 2023pt_BR
dc.typedoctoralThesispt_BR
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0000-0002-5789-6309
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5147748031704522pt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/6027763770110766pt_BR
dc.description.resumoAs doenças negligenciadas compõem um grupo de doenças que ainda representam um problema persistente de saúde pública. Dentre essas enfermidades, estima-se que a dengue – arbovirose transmitida por mosquitos do gênero Aedes - exponha a risco de infecção mais de quatro bilhões de pessoas globalmente, sendo considera uma das dez principais ameaças à saúde pública mundial. É considerado que no Brasil, desde a primeira epidemia de dengue registrada em 1986, a doença se encontre em situação de hiperendemicidade com sucessivos períodos de epidemias, gerando relevantes impactos sociais e econômicos. No Rio Grande do Sul, o primeiro caso autóctone da doença foi registrado em 2007 e, embora fosse o estado anteriormente considerado uma área protegida, pode-se observar expansão da doença em seu território, com notificações de casos em 91,15% dos municípios em 2022. Assim, o objetivo geral desta tese foi realizar a análise epidemiológica de dados gerados na rotina de vigilância e controle de dengue no Rio Grande do Sul, a partir de dados da distribuição da doença no estado e seus determinantes disponibilizados nos sistemas de informação nacionais e estaduais. Como objetivos específicos, cita-se a análise da expansão temporal e geográfica da dengue no Rio Grande do Sul no período de 2007 a 2023; a identificação de fatores socioambientais associados à incidência de dengue no Rio Grande do Sul, e o fornecimento de informações para auxílio nas estratégias de prevenção primária mais eficazes. Para isso foi construído um estudo que resultou em dois artigos com utilização de dados secundários de vigilância epidemiológica.O primeiro artigo constituiu-se em um estudo ecológico dos casos de dengue no Rio Grande do Sul no período de 2007 a setembro de 2023, com objetivo que avaliar a expansão geográfica e temporal da dengue no estado durante esse período. Para a descrição espacial foram construídos mapas anuais de taxas de incidência por município; a autocorrelação espacial foi avaliada por meio de Índice Global de Moran e os Indicadores Locais de Associação Espacial (LISA) e a identificação clusters espaços-temporais foi realizada por meio do modelo discreto de Poisson e Modelos Aditivos Generalizados. As análises foram realizadas utilizando o software SatCan e R. Foi observado que no período analisado, o Rio Grande do Sul notificou 126.067 casos de dengue, que resultaram em 142 óbitos, sendo 80,5% do total de casos notificados apenas no biênio 2022-2023. As maiores taxas de incidência e mortalidade foram observadas na mesorregião Noroeste, seguida pela mesorregião Centro-Oriental, observando-se escalada acentuada no risco de dengue a partir de 2019 e intensificação pronunciada a partir de 2022 – indicando uma epidemia em andamento. Já o segundo artigo objetivou identificar fatores ambientais e socioeconômicos associados à incidência de dengue no estado no período de 2013 a dezembro de 2023. Para isso foi avaliada a influência do índice de urbanização e da densidade rural – durante os anos de 2010 e 2022 - e da qualidade ambiental (por meio do Índice de Performance Socioambiental) sobre a taxa média de incidência de dengue nas diferentes mesorregiões do estado por meio da análise de regressão geograficamente ponderada (GWR) utilizando o software R. Observou-se que durante o período analisado foram notificados 127.945 casos de dengue no estado, sendo 82,74% desses notificados entre 2022 e 2023 e que as variáveis avaliadas aturam de forma heterogênea sobre a expansão da doença nas diferente mesorregiões do estado, com destaque para a variável densidade rural que em 2022 demonstrou expansão da influência para mesorregião Sudoeste e consolidação nas mesorregiões Nordeste e Metropolitana. Os resultados observados nesta tese demonstram a situação epidemiológica alarmante da dengue no Rio Grande do Sul, com expansão por suas mesorregiões e com diferentes fatores socioambientais influenciando a incidência da doença e sua expansão. Espera-se, assim, que tais resultados possam orientar a tomada de medidas de controle e prevenção eficazes e direcionadas para as populações de risco.pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Veterináriapt_BR
dc.publisher.initialsUFPelpt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS AGRARIASpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.rights.licenseCC BY-NC-SApt_BR
dc.contributor.advisor1Bruhn, Fábio Raphael Pascoti
dc.subject.cnpq1MEDICINA VETERINARIApt_BR


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