Histomorfometria microcotiledonar da placenta de éguas com placentite ascendente induzida submetidas a diferentes tratamentos
Resumo
A saúde fetal é influenciada pelas funções da placenta, órgão epiteliocorial, difuso e
microcotiledonar. Patologias, como a placentite, podem levar ao desprendimento da
união útero-placenta, acarretando em quadros de hipóxia fetal e distúrbios na
produção hormonal. O objetivo do presente estudo foi investigar os efeitos do
estradiol sobre os microcotilédones da placenta de éguas com placentite induzida
submetidas a diferentes tratamentos, com o auxílio da análise digital de imagens.
Foram utilizadas 30 placentas de éguas mestiças Crioulas durante as temporadas
reprodutivas de 2012, 2013 e 2014. A indução da placentite foi realizada através da
infusão intra-cervical de Streptococcus equi subespécie zooepidemicus entre os dias
280-295 de gestação. A hormonioterapia juntamente com avaliação clínica teve
início 48h após a indução e as éguas foram divididas em grupos de acordo com a
terapia administrada: G1 (n=5) éguas não induzidas; G2 (n=5) éguas com placentite
induzida tratadas com antibioticoterapia e anti-inflamatório (sulfametoxazol e
trimetoprim -SMT + Flunexin Meglumine -FM); G3 (n=5) éguas com placentite
induzida tratadas com SMT+FM acrescido de Cipionato de estradiol (ECP); G4 (n=5)
éguas com placentite induzida tratadas com SMT+FM acrescido de ECP e
Altrenogest; G5 (n=5) éguas com placentite induzida tratadas com SMT+FM
acrescido de Altrenogest; G6 (n=5) éguas não tratadas. Após o parto assistido,
amostras histológicas foram obtidas a partir de quatro pontos de cada placenta
referente a porção da estrela cervical; corno gravídico; corno não gravídico e corpo
uterino. As lâminas foram avaliadas por microscopia óptica, digitalizadas e
processadas pelo software NIH ImageJ 1.48r. A área capilar microcotiledonar média
da porção referente a estrela cervical e do corno não gravídico do G1 e G3 foram
superiores dos demais grupos (p <0,05). Enquanto a área capilar microcotiledonar
média do corpo uterino foi maior no G1, comparada aos demais grupos. Quando
analisada a área microcotiledonar do corno gravídico do G1 e G3 foram maiores que
a observada dos demais grupos (p <0,05). A área microcotiledonar do corno não
gravídico do G1 e G3 foram superiores aos demais grupos. Sendo assim, o grupo de
éguas tratadas com ECP apresentou uma melhor resposta microcotiledonar, frente
aos demais tratamentos.

