Termotolerância na raça Angus
Fecha
2023-02-23Autor
Falson, Caroline Farias Soares
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Embora o consumo interno de carne tenha diminuído no Brasil, as exportações
alcançaram níveis recordes nos últimos anos. Os estados do sudeste, centro oeste e
norte representam a maior parcela de produção e o clima tropical limita o uso da
raça Angus, cuja criação poderia contribuir com o aumento das qualidades
sensoriais da carne. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação da pelagem
(preta ou vermelha) e do pelame (classificado de 1 à 3, de acordo com as
características de comprimento e espessura do pelo) no desempenho produtivo e
reprodutivo de novilhas angus. Os animais foram avaliados em 3 momentos, com
intervalo de 45 dias, sendo a terceira realizada em janeiro de 2022, quando as
novilhas tinham 18 meses de idade. Nas três avaliações os animais foram pesados e
classificados quanto ao Escore de Condição Corporal (ECC) e Escore de Trato
Reprodutivo (ETR) e na avaliação de janeiro, além das já citadas, foram feitas
coletas de temperatura interna (TI - termômetro intravaginal), temperatura superficial
(TS - Termografia infravermelha), taxa de sudação e coletas de sangue para
avaliação de cortisol sérico, além da mensuração do Índice de Temperatura e
Umidade (THI), para melhor compreensão dos resultados. Os resultados indicaram
que a cor da pelagem está relacionada com ETR e TI, sendo que os animais de
pelagem preta tiveram um maior índice de ciclicidade, menor TI e também passaram
menos tempo em hipertermia. O pelame, por sua vez, esteve relacionado com peso,
ECC e TI, sendo que os animais com pelames maiores, principalmente o 3, tinham
menor peso, menor ECC e passaram mais tempo em hipertermia em relação aos
com pelames menores. A taxa de sudação e a TS não foram diferentes entre os
diferentes fenótipos. Os dados de THI foram divididos em quartis, visando avaliar
sua influência na TI dos animais. De uma maneira geral, animais vermelhos e de
pelame 3 tiveram maior TI e passaram mais tempo em hipertermia em relação aos
demais, em todos os quartis. Os animais vermelhos também apresentaram níveis
mais altos de cortisol sérico em relação aos pretos. Contudo, outros estudos
precisam ser realizados para aumentar o tamanho da amostra e a acurácia das
avaliações, que servirão de base para a seleção de animais termotolerantes.

