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Termotolerância na raça Angus

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Ver/
dissertacao_caroline_falson.pdf (1.326Mb)
Fecha
2023-02-23
Autor
Falson, Caroline Farias Soares
Metadatos
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Resumen
Embora o consumo interno de carne tenha diminuído no Brasil, as exportações alcançaram níveis recordes nos últimos anos. Os estados do sudeste, centro oeste e norte representam a maior parcela de produção e o clima tropical limita o uso da raça Angus, cuja criação poderia contribuir com o aumento das qualidades sensoriais da carne. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação da pelagem (preta ou vermelha) e do pelame (classificado de 1 à 3, de acordo com as características de comprimento e espessura do pelo) no desempenho produtivo e reprodutivo de novilhas angus. Os animais foram avaliados em 3 momentos, com intervalo de 45 dias, sendo a terceira realizada em janeiro de 2022, quando as novilhas tinham 18 meses de idade. Nas três avaliações os animais foram pesados e classificados quanto ao Escore de Condição Corporal (ECC) e Escore de Trato Reprodutivo (ETR) e na avaliação de janeiro, além das já citadas, foram feitas coletas de temperatura interna (TI - termômetro intravaginal), temperatura superficial (TS - Termografia infravermelha), taxa de sudação e coletas de sangue para avaliação de cortisol sérico, além da mensuração do Índice de Temperatura e Umidade (THI), para melhor compreensão dos resultados. Os resultados indicaram que a cor da pelagem está relacionada com ETR e TI, sendo que os animais de pelagem preta tiveram um maior índice de ciclicidade, menor TI e também passaram menos tempo em hipertermia. O pelame, por sua vez, esteve relacionado com peso, ECC e TI, sendo que os animais com pelames maiores, principalmente o 3, tinham menor peso, menor ECC e passaram mais tempo em hipertermia em relação aos com pelames menores. A taxa de sudação e a TS não foram diferentes entre os diferentes fenótipos. Os dados de THI foram divididos em quartis, visando avaliar sua influência na TI dos animais. De uma maneira geral, animais vermelhos e de pelame 3 tiveram maior TI e passaram mais tempo em hipertermia em relação aos demais, em todos os quartis. Os animais vermelhos também apresentaram níveis mais altos de cortisol sérico em relação aos pretos. Contudo, outros estudos precisam ser realizados para aumentar o tamanho da amostra e a acurácia das avaliações, que servirão de base para a seleção de animais termotolerantes.
URI
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19389
Colecciones
  • PPGV: Dissertações e Teses [454]

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