| dc.creator | Vargas, Alexandre Xavier | |
| dc.date.accessioned | 2020-04-28T02:08:44Z | |
| dc.date.available | 2020-04-27 | |
| dc.date.available | 2020-04-28T02:08:44Z | |
| dc.date.issued | 2016-03-14 | |
| dc.identifier.citation | VARGAS, Alexandre Xavier. Fatos e valores: um estudo sobre a dicotomia fato/valor e o problema da objetividade da ética em Hilary Putnam. 2016.124 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Instituto de Filosofia, Sociologia e Política. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2016. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5069 | |
| dc.description.abstract | One of the biggest and most ingenious obstacles to the claim of objectivity in
ethics is the idea we now know as fact/value dichotomy. While it is widely accepted
that its origin goes back to Hume, its development has become significantly heavier in
the theses of logical positivists. Those thinkers promoted, in a very sophisticated way,
the idea that the evaluative notions of normative ethics do not correspond to any “facts”
and, therefore, could in no way be subjected to objective correction. Thus, it seems
clear that any pretense of objectivity in ethics needs to deal adequately with this
problem and, in this work, we seek to provide a study on the position of a known
supporter of the objectivity of moral judgments and critic of the fact/value dichotomy;
Hilary Putnam. The general thesis which is the subject of this work is the one sustained
by Putnam that the normative thinking has always been present in the very foundations
of all rational activity. According to Putnam, the fact/value dichotomy simply “corrupted”
our thinking about ethical issues and the description of the world, in such a way that it
is necessary to show, in order to remove this obstacle to objectivity of ethics, how this
dichotomy is a mistake supported by a limited conception of language and rationality
influenced by the theses of logical positivists. The strategy for exposition here adopted
is the analysis of the main topics that make up Putnam’s attack on the fact/value
dichotomy that, according to our understanding, coverts, yet, into a coherent
argumentation to the defense of the possibility of objective validity of ethics. Our
strategy is divided into three parts: the first is aimed to characterize the way Putnam
seems to understand the problem of the fact/value dichotomy as something dependent
on another philosophical distinction, namely the separation between analytic
judgments and synthetic judgments. From this development, we plan to analyze the
argument put forward by Putnam that the logical positivists had enhanced the
analytic/synthetic distinction to the condition of an omnipresent dichotomy, creating a
version of the fact/value dichotomy and banishing the ethical issues of the rational
discussion. In the second part, we deal with Putnam’s positive thesis on the fact/value
issue: the idea that there is in practice a phenomenon of “entanglement of facts and
values.” We begin by presenting a brief reconstruction of Quine's criticism of the
analytic/synthetic distinction and relating it to Putnam's argument that such criticism
removes the foundations of the very fact/value dichotomy, also paving the way for it to
be disqualified in a similar way. We, then, proceeded to the analysis of Putnam's
position on the so-called "thick ethical concepts” in which the author sees the
expression of the thesis of fact/value entanglement, so that such concepts are
counterexamples to the fact/value dichotomy itself. Still in the second part, we offer
some considerations about the notion of “value” in Putnam, emphasizing how such a
notion is not limited to ethics, but plays the role of assumption in any rational activity,
including science itself. In the last part we try to examine what would be Putnam’s
positive contribution for ethics. We argue, there, that despite not having something you
can properly call a moral theory, Putnam proposes a moral conception deeply
influenced by the American pragmatism tradition, in particular Dewey. Seeking in
coherent connection with the attempt to overcome the fact/value dichotomy, present a
sense of peculiar objectivity (something that involves what he calls objectivity without
objects) which is intended as something that avoids the extremes of relativism and
metaphysical realism. In general, we seek to emphasize the characterization offered
by Putnam, not only as a critical of the fact/value dichotomy, but also as he advocates,
in a positive sense, that ethical issues can be argued rationally. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Sem bolsa | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal de Pelotas | pt_BR |
| dc.rights | OpenAccess | pt_BR |
| dc.subject | Filosofia | pt_BR |
| dc.subject | Dicotomia Fato/Valor | pt_BR |
| dc.subject | Hilary Putnam | pt_BR |
| dc.subject | Ética | pt_BR |
| dc.subject | Objetividade | pt_BR |
| dc.subject | Fact/Value Dichotomy | pt_BR |
| dc.subject | Ethics | pt_BR |
| dc.subject | Objectivity | pt_BR |
| dc.title | Fatos e valores: um estudo sobre a dicotomia fato/valor e o problema da objetividade da ética em Hilary Putnam. | pt_BR |
| dc.title.alternative | Facts and values: a study on the fact / value dichotomy and the problem of ethics objectivity in Hilary Putnam. | pt_BR |
| dc.type | masterThesis | pt_BR |
| dc.contributor.authorID | | pt_BR |
| dc.contributor.authorLattes | http://lattes.cnpq.br/3465512920210956 | pt_BR |
| dc.contributor.advisorID | | pt_BR |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/3056277862547671 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co1 | Carmo, Juliano Santos do | |
| dc.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7477981517627461 | pt_BR |
| dc.description.resumo | Um dos maiores e mais engenhosos obstáculos à pretensão de objetividade na
ética é a ideia do que hoje conhecemos como dicotomia fato/valor. Embora seja
amplamente aceito que sua origem remeta a Hume, seu desenvolvimento tornou-se
significativamente mais denso nas teses dos positivistas lógicos. Esses pensadores
promoveram de modo bastante sofisticado a ideia de que aquelas noções valorativas
próprias da ética normativa não corresponderiam a quaisquer “fatos” e, portanto, não
poderiam de modo algum ser objeto de correção objetiva. Sendo assim, parece claro
que qualquer pretensão de objetividade na ética precisa lidar adequadamente com
esse problema. No presente trabalho, procuramos oferecer um estudo acerca da
posição de um conhecido defensor da objetividade dos juízos morais e crítico da
dicotomia fato/valor, Hilary Putnam. A tese geral que constitui o objeto do presente
trabalho é aquela sustentada por Putnam de que o raciocínio de tipo normativo sempre
esteve presente nas próprias bases de toda a atividade racional. Segundo Putnam, a
dicotomia fato/valor simplesmente “corrompeu” nosso pensamento sobre questões
éticas e sobre a descrição do mundo, de modo que se faz necessário mostrar, a fim
de remover esse obstáculo ao caráter objetivo da ética, como tal dicotomia constitui
um erro sustentado por uma concepção limitada de linguagem e racionalidade
influenciada pelas teses dos positivistas lógicos. A estratégia de exposição aqui
adotada consiste na análise dos principais tópicos que compõem o ataque de Putnam
à dicotomia fato/valor que, segundo entendemos, converte-se também em uma
argumentação coerente com a defesa da possibilidade de validade objetiva da ética.
Nossa estratégia está divida em três partes: Na primeira procuramos caracterizar o
modo como Putnam parece compreender o problema da dicotomia fato/valor
enquanto algo dependente de uma outra distinção filosófica, a saber, a separação
entre juízos analíticos e juízos sintéticos. A partir dessa caracterização, buscamos
analisar a tese sustentada por Putnam de que os positivistas lógicos teriam elevado a
distinção analítico/sintético à condição de uma dicotomia onipresente, gerando assim
uma versão da dicotomia fato/valor que expulsa as questões da ética do domínio da
discussão racional. Na segunda parte, tratamos da tese positiva de Putnam quanto à
questão fato/valor: a ideia de que há na prática um fenômeno de “entrelaçamento de
fatos e valores”. Começamos por apresentar uma breve reconstrução da crítica de
Quine à distinção analítico/sintético relacionando com a argumentação de Putnam de
que tal crítica remove os fundamentos da própria dicotomia fato/valor abrindo caminho
para que esta seja desqualificada de modo similar. Passamos então à análise da
posição de Putnam quanto aos chamados “conceitos éticos espessos”, onde o autor
vê a expressão da tese do entrelaçamento fato/valor, de modo que tais conceitos
constituem contraexemplos à própria dicotomia fato/valor. Ainda na segunda parte
tecemos algumas considerações quanto à noção de “valor” em Putnam, enfatizando
o modo como tal noção não se limita apenas à ética, mas desempenha o papel de
pressuposto em qualquer atividade racional, incluindo a própria ciência. Na última
parte procuramos examinar qual seria a contribuição positiva de Putnam para a ética.
Argumentamos aqui que apesar de não possuir algo que se possa chamar a rigor de
uma teoria moral, Putnam propõe uma concepção moral profundamente influenciada
pela tradição do pragmatismo americano, sobretudo por Dewey. Buscando, em
conexão coerente com a proposta de superação da dicotomia fato/valor, apresentar
uma noção de objetividade peculiar (algo que envolve aquilo que ele chama de
objetividade sem objetos), que se pretende como algo que evita os extremos do
relativismo e do realismo metafísico. | pt_BR |
| dc.publisher.department | Instituto de Filosofia, Sociologia e Politica | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Filosofia | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPel | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Chagas, Flávia Carvalho | |