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dc.creatorMoreira, Laísa Rodrigues
dc.date.accessioned2023-04-04T22:59:01Z
dc.date.available2023-04-04T22:59:01Z
dc.date.issued2021-03-29
dc.identifier.citationMOREIRA, Laísa Rodrigues. Demanda Insatisfeita por Contracepção e Gravidez Não Planejada em Mulheres em Idade Reprodutiva. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Pelotas; 2021.pt_BR
dc.identifier.urihttp://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9249
dc.description.abstractNonuse of contraceptive methods by women who need contraception may impact the lives of these women and their families. Unplanned pregnancies and short birth intervals may result from not using contraception, which affect sexual and reproductive health. Unplanned pregnancy, for example, is associated to late and suboptimal antenatal care, personal and society costs as well as costs to the health system. However, there are many reasons for nonuse of contraceptive methods, and inequalities may be present. Therefore, this thesis aimed to: 1) describe the reasons for nonuse of contraception among women with demand for contraception not satisfied in low and middle-income countries; 2) investigate time trends in unplanned pregnancy and inequalities in family income and women’s skin color, in Pelotas; 3) verify the association between unplanned pregnancy and use of modern contraceptive methods in the postpartum period, in the 2015 Pelotas Birth Cohort, Brazil. To address the first aim, a study was conducted with data on sexually active women with demand for contraception not satisfied, who participated in Demographic and Health Surveys from 47 countries (paper 1). This study identified that on average 40.9% of women in need of contraception were not using any contraceptive methods. “Health concerns” and “infrequent sex” were the most common reasons for nonuse of contraceptives mentioned, with substantially variation across countries and inequalities. To identify trends and inequalities in unplanned pregnancy data from mothers of participants of the 1993, 2004, and 2015 Pelotas Birth Cohorts were investigated (paper 2). The results suggest that there was a decrease in the prevalence of unplanned pregnancy over time (from 62.7% in 1993 to 52.2% in 2015). Higher prevalences of unplanned pregnancies were identified among black or brown women and those women of lower socioeconomic status. Finally, a longitudinal study with data from mothers of participants of the 2015 Pelotas birth cohort (at perinatal, and three, 12 and 24 months follow-ups) investigated the association between unplanned pregnancies and the use of modern contraceptive methods after delivery (paper 3). We have founded a negative association between unplanned pregnancy and use of modern contraception at three and 24 months after delivery, with a reduction in family income and maternal schooling-related inequalities over time. These thesis results suggest that actions in family planning need to take into account the context in which the women are living, sociodemographic and reproductive indicators, as well as the decisions of women and their families, so that they may have a healthy human development regardless of intention to become pregnant.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pelotaspt_BR
dc.rightsOpenAccesspt_BR
dc.subjectEpidemiologiapt_BR
dc.subjectContracepçãopt_BR
dc.subjectPlanejamento familiarpt_BR
dc.subjectGravidez não planejadapt_BR
dc.subjectSaúde reprodutivapt_BR
dc.subjectDesigualdades em saúdept_BR
dc.subjectFatores socioeconômicospt_BR
dc.subjectContraceptionpt_BR
dc.subjectFamily planningpt_BR
dc.subjectUnplanned pregnancypt_BR
dc.subjectReproductive health inequalitiespt_BR
dc.subjectSocioeconomic factorspt_BR
dc.titleDemanda insatisfeita por contracepção e gravidez não planejada em mulheres em idade reprodutivapt_BR
dc.title.alternativeDemand for Contraception Not Satisfied and Unplanned Pregnancy in Women of Reproductive Agept_BR
dc.typedoctoralThesispt_BR
dc.contributor.advisor-co1Ewerling, Fernanda
dc.description.resumoO não uso de métodos contraceptivos por mulheres em necessidade de contracepção pode impactar a vida das mullheres e de suas famílias. Gravidezes não planejadas e curtos intervalos de tempo entre as gestações podem resultar do não uso de contracepção, afetando a saúde sexual e reprodutiva. Gravidez não planejada, por exemplo, está associada a um mais baixo número de consultas prénatais e a uma menor frequência de consultas, além de custos pessoais, sociais e para o sistema de saúde. Contudo, diversos são os motivos que podem levar as mulheres a terem relações sexuais sem o uso de métodos contraceptivos, podendo desigualdades estarem presentes. Diante disso, esta tese teve como objetivos: 1) descrever motivos para o não uso de métodos contraceptivos entre mulheres com demanda insatisfeita por contracepção em países de baixa e média renda; 2) investigar tendências temporais em gravidez não planejada e desigualdades relacionadas à renda familiar e cor da pele da mulher, em Pelotas; 3) verificar a associação entre gravidez não planejada e uso de métodos contraceptivos modernos após o parto na Coorte de Nascimentos de 2015, Pelotas, Brasil. Para contemplar o primeiro objetivo foi conduzido estudo com dados de mulheres sexualmente ativas com demanda insatisfeita por contracepção, participantes de inquéritos DHS (Demographic and Health Survey) de 47 países de baixa e média renda (artigo original 1). Esta pesquisa identificou que em média 40,9% das mulheres em necessidade de contracepção não estavam utilizando métodos contraceptivos. “Preocupações com a saúde” e “sexo pouco frequente” foram os motivos para o não uso de métodos contraceptivos mais citados, com ampla variação entre os países e desigualdades. A fim de identificar tendências e desigualdades em gravidez não planejada foram investigados dados de mães de participantes das Coortes de Nascimentos de Pelotas, de 1993, de 2004 e de 2015 (artigo original 2). Os resultados sugerem que houve uma diminuição na ocorrência de gravidez não planejada no decorrer do tempo (de 62,7% em 1993 para 52,2% em 2015). Mais altas prevalências de gravidez não planejada foram identificadas entre mulheres de cor da pele preta ou parda e de menor nível socioeconômico. Por último, estudo longitudinal com dados de mães participantes do estudo perinatal e dos acompanhamentos aos três, 12 e 24 meses da Coorte de Nascimentos de 2015 investigou a associação entre gravidez não planejada e uso de métodos contraceptivos modernos após o parto (artigo original 3). Nós encontramos associação negativa entre gravidez não planejada e uso de métodos contraceptivos modernos aos três e 24 meses após o parto, com redução de desigualdades relacionadas à renda familiar e escolaridade no decorrer do tempo. Os resultados desta tese sugerem que ações em planejamento familiar precisam levar em conta o contexto em que as mulheres estão inseridas, indicadores sociodemográficos e reprodutivos, bem como as decisões das mulheres e de suas famílias, a fim de que possam ter um desenvolvimento humano saudável independente da intenção de engravidar.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Medicinapt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologiapt_BR
dc.publisher.initialsUFPelpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::EPIDEMIOLOGIApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.contributor.advisor1Silveira, Mariângela Freitas da


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