A sociedade educativa e a subjetivação de professores que ensinam matemática nos anos iniciais da educação básica
Resumo
O presente trabalho, de natureza dissertativa, insere-se na linha de pesquisa Formação de Professores de Ciências e Matemática, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal de Pelotas. A pesquisa objetivou compreender, a partir dos conceitos de Governamentalidade de Michel Foucault (2006) e Sociedade Educativa de Noguera-Ramírez (2011), as formas de ser professor – mais especificamente, ser professor que ensina Matemática nos anos iniciais da Educação Básica – orientadas/estimuladas pelos Projetos Pedagógicos do Curso de Licenciatura em Pedagogia da UFPel dos anos de 2000 e 2011 e Projetos Pedagógicos do Curso de Licenciatura em Pedagogia da FURG dos anos de 2003 e 2014. A escolha dos tempos dos Projetos se justifica pela implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Pedagogia, de 2006, necessária em virtude de importantes transformações sociais e econômicas por que passa o país. Pode-se constatar, a partir da análise documental, os processos de subjetivação, as formas de ser professor que emergem destes discursos. Os objetivos dos cursos, perfil dos egressos e Planos de ensino das disciplinas relacionadas à área de ensino de Matemática apontam o professor desejado, formado sob o discurso da liberdade e natureza, crescimento e desenvolvimento psicológico, em tempos de Estado Educador; ou formado sob o discurso das habilidades e competências para uma educação permanente, aprender sempre e ao longo da vida, em tempos de Sociedade de Aprendizagem.
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