História, memória, experiência e testemunho em Wendy Guerra
Resumen
A ficção latino-americana serviu como sustentação dos testimonios dos contextos históricos (SARLO, 2017). No espaço contemporâneo, com a ascensão desconstrucionista, a literatura, através de seus diálogos intertextuais desenvolve uma representação da experiência em situações limites. As narrativas se apropriam de um contra-discurso histórico e o protagonista é um representante dos sujeitos silenciados frente à historiografia (SELIGMANN-SILVA, 2003). Essa dissertação, através dos estudos comparatistas, com ênfase no entrecruzamento entre Literatura e História, procura analisar o processo de revisitação histórica desenvolvido por Wendy Guerra. A fim de reflexionar acerca dos diálogos entre experiência, história e memória, nos deteremos em analisar os romances Todos se vão e Nunca Fui primeira dama. Nessas narrativas podemos visualizar o lado sombrio de Cuba durante o contexto revolucionário e pós-revolucionário, a ficção reafirma uma posição autodiegética da experimentação individual. Wendy Guerra, enquanto representante de uma geração invisibilizada pela história, produz uma narrativa expoente das tênues relações entre literatura e o contexto histórico, o discurso ficcional tece um posicionamento crítico a historiografia e apresenta um novo olhar a cerca do contexto cubano contemporâneo.
Colecciones
El ítem tiene asociados los siguientes ficheros de licencia:

