A sociedade do cansaço e a resistência contemplativa através da fotografia "inspandida" na arte contemporânea.
Resumo
A presente pesquisa (realizada com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) – código de financiamento 001),
vinculada à linha de pesquisa Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano, do
Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas,
versa sobre a necessidade de uma experiência de vida mais contemplativa em
contraposição à velocidade dos estímulos e demandas na contemporaneidade
tendo, tal experiência, sensível relação com o processo de percepção e criação em
fotografia que denomino Fotografia Inspandida. Procurei, através da Fotografia
Inspandida, vincular atitude contemplativa, percepção e expressão artística e ação
micropolítica com o intuito de desenvolver um dispositivo ecosófico (Guattari, 2009)
que pudesse ser colocado a serviço da possibilidade de uma melhor relação do ser
humano consigo mesmo, com o outro e com o meio em que vive. Durante o
processo de investigação, a filosofia zen budista e, mais especificamente, a prática
da meditação e as práticas pedagógicas microinterventivas, oficinas realizadas no
decorrer da pesquisa foram de suma importância para o desenvolvimento dos
conceitos e das experiências relacionadas à Fotografia Inspandida. As referências
teóricas e imagéticas que me acompanharam no transcurso desta paisagem em
construção/desconstrução foram, dentre outras: Byung-Chul Han, Henri Bergson,
Félix Guattari, Gilles Deleuze, Giorgio Agamben, Alan Watts, Philippe Dubois, Masao
Yamamoto, Trungpa Rinpoché, Martin Heidegger, William Eggleston, etc.
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