A linha do desenho embebida no Lacināris: devaneios e ressonâncias do imaginário.
Resumo
Esta pesquisa surge como criação de um mundo ficcional visibilizado
pelo desenho. Assim, os capítulos apresentados em forma de livros
individuais buscam incentivar uma ordem de leitura qualquer. Tais
livros possuem os seguintes temas: uma apresentação sobre meu
repertório imagético, trazendo brevemente as animações, histórias em
quadrinhos, filmes e séries que assisto/assisti e que em meu
entendimento estão presentes nos trabalhos que faço. Neles busco
evidenciar as afetividades em torno de narrativas ficcionais, assim
contextualizando o momento em foi notada esta predileção pela mesma;
abordagens na forma de registros e pequenos textos os trabalhos
surgidos a partir da pesquisa, delimitando conceitos de desenho,
imaginário e ficção; o ultimo discorre acerca do desenho, do desenhar
e da folha de papel visibilizando o modo de pensa-los dentro do
processo criativo. Assim penso o desenho como um ato ficcional por
estar em uma sociedade atarefada e sem tempo para reflexões, o
desenhar como um método de devaneio, a folha de papel como fronteira
das criaturas que se fazem presentes em sua superfície. Para
aprofundar a importância da imagem no processo de criação, parto de
Gaston Bachelard (2001), apresentando um lago do imaginário elaborado
com influências de leitura sobre Gilbert Durand (2012). Assim surge o
Lǎcināris, um lago de meu imaginário onde estão todas as imagens que
já vi. Apresento também o processo de criação dos trabalhos produzidos
através dele. Para contextualizar a sociedade contemporânea em que
esta pesquisa é pensada, utilizo Byung-Chul Han (2017), seguido de
artigos de jornais os quais uso para refletir às condições da
população presentes em uma sociedade do cansaço (HAN, 2017). Para tal,
apresento a imagem e a ficção partindo do pressuposto de que tal
sociedade pode atribuir uma visão inferior à elas, somando a tal
problemática trago artistas que trabalham com diversos pontos de
vistas dessa sociedade, tais como, Michael Majerus (1954 – 2002),
Fernando Duval (1937), Moebius (1938 – 2012), Agnes Meyer-Brandis
(1973) e Patricia Piccinini (1965).
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