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Filhos (transexuais) não vêm com manual de instruções: uma autoetnografia da maternidade

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DISSERTACAO_SUELEN_LOTH.pdf (632.8Kb)
Data
2024-03-22
Autor
Correa, Suеlеn Borgеs Loth
Metadata
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Resumo
Este trabalho produzido na Linha de Pesquisa “Saberes Insurgentes e Pedagogias Transgressoras” do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas teve como objetivos (1) interrogar uma perspectiva materna, a fim de provocar reflexões e saberes insurgentes acerca de suas condições socioculturais contemporâneas emergentes provocadas pelo deslocamento com a maternidade de filhos/as transexuais; (2) problematizar as experiências autoetnográficas sobre uma maternidade atravessada por processos de transição de um filho trans e de uma mãe que precisou se reinventar em expectativas frente aos discursos da norma de gênero. Para a construção desta pesquisa, parto das narrativas de minhas inquietações e experiências da maternidade. Como método de desenvolvimento do trabalho, procuro tecer reflexões autoetnográficas atravessadas pelas edições daquilo que sou capaz de interrogar das categorias analíticas “maternidade” e “transexualidade masculina”. Nessa lógica, a autoetnografia tem como enfoque de investigação e escrita o questionamento sistemático de experiências pessoais produzidas em interações coletivas com o fim de compreender a experiência cultural. O trabalho tem como fio condutor as experiências singulares da maternidade, que mesmo sendo descritas em primeira pessoa, são mediadas pelas normas coletivas de gênero que permeiam nossas subjetividades. As questões subjetivas singulares revelam fundamentalmente a insuficiência da categorização sexual e sinalizam que os sistemas de classificação sexo-gênero-maternidade constituem operações de in-exclusão.
URI
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14442
Collections
  • PPGE: Dissertações e Teses [809]

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