Arte/educação no terreiro: a possibilidade de práticas pedagógicas antirracistas do(a) professor(a) de arte através do ritual de Baião de Princesas da Casa Fanti Ashanti, em São Luís/MA
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Data
2024-09-26Autor
Rocha, Luis Félix de Barros Vieira
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Esta tese tratou sobre a possibilidade de práticas pedagógicas antirracistas no ensino de arte, a partir das religiões de matriz africana, mais especificamente do ritual de Baião de Princesas da Casa Fanti Ashanti, em São Luís/MA. Como problema de pesquisa, levantou-se o seguinte questionamento: de que forma o ritual Baião de Princesas, enquanto manifestação religiosa afro-maranhense, pode possibilitar uma prática pedagógica para o(a) professor(a) de Arte numa perspectiva antirracista? O objetivo geral foi identificar as possibilidades de o ritual afro-maranhense Baião de Princesas se constituir numa ferramenta que possibilite ao(à) professor(a) de Arte uma educação antirracista. Na pesquisa, foram explorados os seguintes pontos específicos: identificar quais noções da cultura religiosa afro-brasileira e afro-maranhense os(as) professores(as) tiveram durante a sua formação inicial e continuada; entender como a formação dos(as) professores(as) de Arte incluiu discussões sobre pluralidade cultural africanas e afro-brasileiras, no sentido de facilitar e favorecer a aplicabilidade da Lei n. 10.639/2003; verificar como o ritual religioso afro-maranhense Baião de Princesas poderá ser utilizado no contexto do ensino de Arte, numa perspectiva favorável a uma educação antirracista; compreender como o ritual poderá trazer impactos na apreensão e compreensão estético-política para os docentes de Arte; e avaliar quais são os aspectos positivos e os desafios do ensino de Arte, na perspectiva das culturas religiosas afro-maranhenses. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, na qual se utilizaram ferramentas metodológicas, como entrevistas semiestruturadas aplicadas aos(às) professores(as) colaboradores(as) da pesquisa. Fez-se também um levantamento bibliográfico que dialogou com referenciais teóricos específicos. Além disso, realizou-se observação in loco do Baião de Princesas na Casa Fanti Ashanti, e em seguida promoveram-se encontros com esses(as) docentes, para coletar suas impressões sobre o ritual, momento no qual obtiveram-se os resultados que foram elaborados a partir de nossos questionamentos. Concluiu-se, pela análise dos dados da pesquisa, baseada nas contribuições dos(as) professores(as) colaboradores(as), que o ritual de Baião de Princesas emerge como uma ferramenta potente para promover-se uma educação antirracista no ensino de Arte. Ele permite a exploração e valorização das religiões afro-maranhenses, confrontando estereótipos, racismo e ampliando a compreensão estética e política dos(as) estudantes e docentes.