Morfogênese floral e produção de cultivares de morangueiro de dias curtos e neutros

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Data
2019-07-19Autor
Ruiz Canul, Katia Guadalupe
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O Morangueiro (Fragaria x anannasa Duch.) é considerado uma das culturas mais importantes no setor hortícola do Rio Grande do Sul, dada a sua importância econômica e social nos sistemas de produção agrícola familiar. A produtividade e qualidade das frutas é muito influenciada pelos elementos meteorológicos e pelas práticas do manejo do sistema de produção. Assim, o desenvolvimento fisiológico e morfológico de cada cultivar pode variar segundo a região em que são cultivados, principalmente em relação aos fatores fotoperiódicos. A adoção da técnica do cultivo sem solo, é uma alternativa para os produtores desta cultura, sendo que o sistema em calhas de madeira preenchidas com casca de arroz carbonizada, tem um baixo custo, baixo impacto ambiental e empregando menor mão-obra a comparação dos sistemas fechados, aproveitando a solução nutritiva com um sistema de recirculação. O objetivo do trabalho foi avaliar as características morfológicas, o crescimento e a produção de morangueiro de diferentes cultivares de dia curto e dia neutro em sistema fechado de cultivo sem solo, produzidas no Brasil e comparadas com as mudas importadas (Chile e Argentina). O experimento foi conduzido em estufa plástica pertencente ao Departamento de Fitotecnia da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, da Universidade Federal de Pelotas, nos ciclos 2018 e 2019. As variáveis analisadas foram: morfologia floral, massa seca da coroa, raiz e folha e índice de área foliar, produtividade, sólidos solúveis e acidez total titulável de frutas. As cultivares utilizadas, de dia curto, foram Camarosa e Camino Real, e, de dia neutro, Albion e San Andreas, de diferentes procedências nacional e importada (Argentina e Chile). O sistema de cultivo foi em calhas preenchidas com substrato de casca de arroz carbonizada (CAC), com recirculação da solução nutritiva. O transplante das mudas ocorreu no dia 10 23 de maio de 2018 e 14 de junho (mudas importadas) tendo início a colheita no dia 10 de outubro e o termino no dia 26 de fevereiro de 2019. Os resultados não indicam diferenças consideráveis na morfologia floral e na produção referentes à origem das mudas. Em relação ao acumulo de reservas na coroa e raízes os teores variam entre cultivares, entretanto as mudas importadas apresentam valores superiores às nacionais.