Borboletas Frugívoras como Bioindicadoras Frente ao Impacto da Mineração em Unidade de Conservação na Amazônia Brasileira

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Data
2022-04-14Autor
Batista, Monayra Sirlane da Silva
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Mostrar registro completoResumo
Os impactos ambientais que a mineração causa em unidades de conservação (UC) ainda é um tema pouco explorado no campo científico. Mesmo assim, já é reconhecido que praticamente toda atividade de mineração p rovoca impactos ambientais, tanto de forma direta, como com a supressão da vegetação local, quanto de forma indireta, através de substâncias que podem intoxicar a biota e corpos hídricos do entorno. Esses impactos afetam diferentes grupos de organismos e podem variar em intensidade e tipo. Um dos táxons que mais rapidamente responde aos impactos antrópicos é Insecta. Uma vez que centenas de UC brasileiras possuem alguma porção de seu território sobrepostas por processos minerários ativos, esta dissertação a borda o tema a fim de estimular a reflexão e analisar o alcance destes impactos nestas áreas em meio ao cenário produzido pelas atividades do setor minerário. Desta forma, nosso objetivo foi verificar como as assembleias de borboletas frugívoras respondem a perturbações causadas pela atividade de mineração através do estudo de seu efeito de borda na Floresta Nacional do Tapirapé Aquiri (Estado do Pará, Brasil). O acompanhamento de áreas no entorno da mina Salobo foi realizado em transecções de 1700 metros de comprimento a partir da borda da floresta, e demonstrou que a comunidade de borboletas local apresenta padrões de diversidade distintos ao longo do gradiente espacial estudado. O efeito de borda promoveu uma distinção da composição de espécies, um aumento na dominância, uma diminuição da riqueza de espécies e na abundância. Esse efeito foi observado em todo o gradiente, mas de forma mais acentuada até 100 metros no interior da Mata. A tribo Satyrini foi a mais abundante na amostragem e apresentou correlaç ão positiva entre sua abundância e a distância da borda da vegetação, assim como a tribo Haeterini, que também apresentou valores de indicação elevados para distâncias maiores que 300m, servindo como eficazes indicadores de vegetação conservada.
