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Lembranças de Cavalhadas: memórias e estratégias de sobrevivência de uma tradição do Brasil Central (19732024)

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Gregory_Oliveira_Dissertação.pdf (3.148Mb)
Data
2025-04-30
Autor
Oliveira, Gregory Ramos
Metadata
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Resumo
Trazidas pelos lusitanos após o pachakuti no começo do empreendimento colonial, as Cavalhadas são um conjunto de celebrações dramáticas/jogos equestres idealizados para ensinar aos povos colonizados sobre seu novo lugar sob jugo cristão, com a violência colonial representada por meio deste dispositivo catequético e pedagógico. Entretanto, não se pode simplesmente considerar que, ao fazer este movimento, a tradição não apenas se manteve a mesma que aquelas ainda conduzidas através do Atlântico, mas permaneceram intactas através dos vários Brasis, nos séculos que separam as primeiras corridas daquelas da atualidade. Esta dissertação, utilizando as Cavalhadas de Pirenópolis (GO) como um exemplo, tem por objetivo compreender as transformações da tradição rumo à sua especificação e afastamento contínuo do modelo ibérico, em um processo de reinvenção das Cavalhadas, em um movimento de decolonização da tradição. Através de uma abordagem decolonial (Mignolo, 2007), busca-se identificar este processo de diferenciação desta tradição nos últimos cinquenta anos, décadas que testemunharam modificações profundas e desafios não apenas para a celebração, que é parte da Festa do Divino Espírito Santo desde 1826, mas para a comunidade em si. Utilizando a metodologia de História Oral, foram conduzidas entrevistas remotas e presenciais, procurando por membros da comunidade que não estavam diretamente ligados à tradição (por exemplo, Cavaleiros e o Padre), apesar de conectados à ela. Questões como a maneira que a celebração é estimada pela comunidade, e como o esquecimento ou o hiato causado pela pandemia de SARSCoV-2 afetou diretamente suas memórias da celebração despontaram, mas não apenas. Ainda que apenas tenha sido esboçado um panorama da experiência de um conjunto de indivíduos com sua comunidade, sua agência (análoga à dos subalternos da hierarquia colonial ainda viva na Modernidade/Colonialidade) na valorização da tradição é paralela à outras agências, cujo poder quase demiúrgico parece incomodar a comunidade (nomeadamente, o Estado de Goiás e as elites centradas no turismo e nos forâneos) quando ela vai contra a “vontade do povo”. Como conclusões, destacou-se que a fronteira gris entre identidade individual e experiência coletiva está por trás da maneira como a comunidade vive as Cavalhadas como algo que “está no sangue”, e esta seria a razão pela qual as transformações e possibilidades de desaparecimento são interpretadas quase como ameaças existenciais individuais, daí a impossibilidade de imaginar tal realidade tanatópica (Pirenópolis sem suas Cavalhadas ou, principalmente, sua Festa do Divino) e o próprio luto derivado do único momento em que isto foi uma realidade tangível: o cancelamento da celebração no biênio 2020-2021.
URI
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17768
Collections
  • PPGH: Dissertações e Teses [211]

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