Digestibilidade da farinha de batata-doce (Ipomoea batata) para inclusão na dieta de ruminantes

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Data
2018-02-22Autor
Guerrero Paredes, Fabian Manuel
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A produção pecuária vem sendo desenvolvida nos últimos tempos com objetivo de cobrir as demandas que o mercado exige. Assim, torna-se necessário aumentar a eficiência tanto na produção, como no aproveitamento de todos os recursos, especialmente pelo impacto que produz, seja econômico, social ou ambiental, principalmente em países onde os custos são mais altos. Dentre os custos que envolvem a produção pecuária destacam-se os investidos para alimentação, onde é necessário procurar alternativas neste espaço, com produtos de fácil acesso, com baixo custo e que contribuam a mitigar o impacto ambiental. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a utilização de farinha de batata-doce na dieta de ruminantes, através de um estudo de digestibilidade in vitro gás. O mesmo foi desenhado em um modelo inteiramente casualizado em esquema fatorial 4x4, onde quatro cultivares de farinha de batata-doce e quatro níveis de substituições do milho moído pela farinha de batata-doce foram avaliados. As variedades de batata-doce utilizadas foram Beauregard, Catarina, Rubisol e Cabeluda e os níveis de substituição foram 0, 33, 66 e 100% do milho moído pela farinha de batata-doce. Os resultados obtidos foram mensurados a partir de um modelo matemático onde o volume de gás produzido indica a digestibilidade e a cinética de degradação ruminal do alimento. As quatro variedades avaliadas foram similares quanto à digestibilidade in vitro gás, e quanto maior foi a substituição do milho moído pela farinha de batata-doce, maior foi a produção de gás. A farinha de batata doce pode ser utilizada nas dietas de ruminantes em substituição ao farelo de milho pela composição bromatológica e digestibilidade.
