Colocando o engenho a tocar: moendas, tachos, alambiques e a memória da cultura da cana-de-açúcar na Antiga Torres - RS - Brasil
Resumo
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES) – Finance Code 001. Vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), na linha de pesquisa Memória e Identidade. A pesquisa centra-se na análise do percurso da cultura e tradição agroindustrial sucroalcooleira como um patrimônio cultural imaterial e material situado no espaço social da Antiga Torres. A investigação utilizou o método estudo de caso, coletando e sistematizando documentos arquivísticos e audiovisuais sobre o tema. A constituição do referencial teórico contempla os conceitos: patrimônio material e imaterial, memória social (coletiva), representação, tradição, patrimônio industrial e espaço social. A tese foi estruturada em 6 capítulos. Nos capítulos 2 ao 4 realiza-se a apreciação do percurso histórico da cultura da cana de açúcar, assim como da formação do território da Antiga Torres e as relações com o espaço social da Aglomeração Urbana do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Posteriormente, segue-se para os capítulos 5 e 6. O quinto capítulo investiga os espaços de produção como patrimônio tradicional material e imaterial da Antiga Torres. Para tanto investiga os vestígios e práticas agroindustriais familiares transmitidas de geração em geração. Aborda os conceitos de arqueologia industrial e memória, reforçando os preceitos de identificação e pertencimento (identidades) associados aos mestres e mestras e seus saberes e fazeres tradicionais. O sexto capítulo enfatiza a cultura imaterial nos ofícios e maestrias agroindustriais artesanais da Antiga Torres. Evidencia as práticas produtivas, transmissão de saberes, vínculos simbólicos e as
transformações da cultura, sendo todos esses fatores preponderantes para a compreensão da tradição.

