Caracterização de propriedades leiteiras no noroeste do Rio Grande do Sul: fatores de risco associado a ocorrência de enfermidades em vacas
Resumo
O objetivo dessa dissertação foi caracterizar propriedades da microrregião de Sananduva, mesorregião Noroeste do Rio Grande do Sul, buscando os fatores de risco associado à ocorrência de enfermidades em vacas leiteiras. No primeiro estudo foram selecionadas 58 propriedades de mão de obra familiar com um total de 1636 animais em lactação, sendo que, dessas 58, 46 foram monitoradas por um período de 13 meses, avaliando a incidência de patologias durante a lactação. Foi realizado um questionário que detinha dados de manejos, produção e lactação, manejos pré e pós-parto da propriedade e desempenho reprodutivos. Os rebanhos em compostos em média de 28 animais em lactação com produção média de 24,78 ± 21,2 litros de leite/vaca/dia. Em relação aos sistemas de criações, o mais frequente foi o semi-extensivo com predominância de vacas da raça Holstein-Friesian. Já em relação ao manejo pré parto, se destaca o baixo fornecimento de dieta acidogênica, falta de conforto, baixa porcentagem de canzil e cobertura na linha de cocho, o que pode culminar em baixa eficiência da dieta pré-parto. Como resultado, a incidência de patologias foi relatada, analisadas entre os diferentes sistemas e de uma forma global. No segundo estudo foi realizado uma análise associativa entre variáveis de manejo de pré e pós-parto, manejo e de desempenho relacionando com a ocorrência de doenças. Para tanto foram selecionadas 7 propriedades rurais que apresentavam no mínimo 50 vacas em lactação, da raça holandesa e que era fornecida dieta acidogênica no período pré-parto, afim de determinar a incidência de enfermidades. Foram realizadas correlações entre os manejos e incidência de doenças uterinas. Observou-se que animais que tinham acesso ao cocho de água antes e depois da ordenha tiveram menores chances de apresentar retenção de placenta. Em relação ao manejo pré-parto, a utilização de canzil na linha de cocho foi benéfica para uma menor incidência de metrite. Ademais, quando se avalia sobra de alimentação no cocho no período pré e pós-parto, encontra-se uma menor incidência de endometrite. Em conclusão, o uso de tecnologias reduz as perdas.

