Estimativa do Balanço Hídrico Climatológico para determinação do cultivo de milho no Rio Grande do Sul: período atual e projeções futuras

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Data
2020-12-14Autor
Monteiro, Gustavo Colepícolo
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Em território nacional, o Rio Grande do Sul é um antigo produtor de milho, tendo uma
significativa atuação na economia do país. Comumente o rendimento do grão é
delimitado pela quantidade de água disponível no solo e, por isso, afetado em períodos
de estiagem que acometem o Estado. O objetivo geral deste trabalho foi verificar a
disponibilidade hídrica para a cultura de milho no Rio Grande do Sul, tendo ainda como
objetivos específicos: averiguar o rendimento médio e a produção da cultura de milho no
Estado e municípios que foram selecionados no período 1981-2018; identificar a
disponibilidade hídrica potencial e da cultura de milho para estes municípios através do
cálculo do balanço hídrico climatológico (BHC) proposto por Thornthwaite e Mather
(1955); avaliar o desempenho dos modelos do Coupled Model Intercomparison Project
(CMIP5) através análises estatísticas entre dados mensais observados e estimados de
temperatura média do ar e precipitação total no período de 1981 a 2010; determinar
projeções futuras do BHC potencial e da cultura com base nos dados do modelo de
melhor desempenho, permitindo identificar se as regiões em estudo apresentarão
futuramente déficit ou excesso de água no solo, auxiliando assim no planejamento do
cultivo de milho no RS. Cruz Alta, Iraí, Campo Bom, Cambará do Sul e Pelotas foram
selecionadas como regiões de destaque na produção de milho no Estado. As quebras de
safras apontadas em 2005, 2009 e 2012 podem estar associadas à atuação intensa dos
ENOS. No período atual apenas Pelotas e Campo Bom apresentaram déficit hídrico. O
modelo HadGEM-2-ES apresentou o melhor desempenho, sendo então utilizado para
fornecer previsões de temperatura e precipitação para o cálculo do BHC futuro em dois
períodos (2041-2070 e 2071-2100). No cenário otimista (RCP 4.5), Campo Bom
apresentou déficit hídrico em ambos os períodos, e Pelotas apenas no último. Dentro do
cenário pessimista (RCP 8.5), apenas Campo Bom e Pelotas exibiram déficit hídrico no
primeiro período e, com exceção de Cambará do Sul, até o final do século, as outras
localidades seguiram apresentando esse problema.
