A criação do imaginário: a pele negra como elemento de distinção sociocultural na cidade da Liberdade (Redenção – CE)

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Data
2025-09-19Autor
Sena, Francisco Kaio Dias de
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O presente trabalho tem por objetivo principal compreender como a cor da pele negra tem sido interpretado como elemento de graduação e de diferença e distinção sociocultural pelos gentílicos do município de Redenção, cidade do estado do Ceará,
tida como a primeira na história do Brasil a abolir a escravidão, em primeiro (1º) de janeiro do ano de mil oitocentos e oitenta e três (1883), portanto, mais de cinco (5) anos antes da própria Lei Áurea de treze (13) de maio de mil oitocentos e oitenta e três
(1883). Com esta intenção em mente, esta dissertação realizou-se metodologicamente através da aplicação de questionários junto ao senso comum gentílica desta urbe e, comparativamente, relacionar seus argumentos com as explorações de expressões e/ou opiniões de estudantes do nível médio da educação básica também deste município, pois, acredita-se que assim se pode ultrapassar a simples aparência do fenômeno na busca também interseccional que possibilitasse tal interpretação desta problemática. Esta questão social de diferença racial iniciou-se a partir do início das atividades da Universidade da Integração internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e após a chegada de sujeitos vindos do continente africano para estudar e trabalhar nesta IFES. Notou-se que a melanina é observada pela gente local como algo que primeiro diferencia cidadãos e que na graduação social é elemento de hierarquia onde o ser negro, por sua vez, quanto mais negro for, ou quanto mais melanina tiver em sua pele, significa um aspecto histórico negativo e que aflinge o contexto contemporâneo destes sujeitos “redencionistas”.
