Óleo essencial de pimenta rosa (Schinus terebinthifolius RADDI): atividade antimicrobiana e aplicação como componente ativo em filme para bioconservação de alimentos

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Data
2017-05-30Autor
Dannenberg, Guilherme da Silva
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A utilização de conservantes naturais bem como de embalagens ativas vêm
ganhando espaço na indústria de alimentos. Neste trabalho, objetivou-se avaliar as
características antimicrobianas do óleo essencial de pimenta rosa (OEPR) e, utilizá-
lo como componente ativo na elaboração de filmes para aplicação no
desenvolvimento de embalagens bioconservantes para alimentos. Através da
análise cromatográfica (CG/MS), detectou-se 18 compostos, 4 monoterpenos e 14
sesquiterpenos, dos quais β-mirceno (41%), β-cuvebeno (12%) e Limoneno (9%)
foram os majoritários. Na atividade antimicrobiana do OEPR em ágar e caldo,
verificou-se ação contra cinco bactérias patogênicas. A CIM (Concentração Inibitória
Mínima) para S. aureus e L. monocytogenes foi de 0,68 e 1,36 mg/mL,
respectivamente e a CBM (Concentração Bactericida Mínima) foi de 2,72 mg/mL,
para ambas. Em micro-atmosfera a redução foi de 100% no desenvolvimento de S.
aureus e L. monocytogenes e, 16 e 15% para E. coli e S. Typhimurium. O tempo de
contato necessário para a CBM agir sobre bactérias Gram positivas foi inferior ao
período de 12 h, e bactérias Gram negativas não foram inibidas. Além disso, foram
verificadas alterações na permeabilidade e integridade da membrana citoplasmática
de todas as bactérias avaliadas, indicando que o dano no envoltório celular é um dos
seus mecanismos de ação. O OEPR foi aplicado como componente ativo em filmes
de acetato de celulose, avaliados in vitro (ágar, caldo e micro-atmosfera) e in situ
(queijo mozarela fatiado) contra bactérias patogênicas. Foi verificado que
concentrações de 2, 4 e 6% de OEPR na matriz polimérica, conferiu atividade em
todos os meios avaliados contra L. monocytogenes e S. aureus. Escherichia coli foi
sensível em meio liquido e em micro-atmosfera, enquanto S. Typhimurium não
demonstrou sensibilidade aos filmes antibacterianos. A inibição in situ, demonstrou
que a afinidade entre as moléculas apolares do OEPR e os componentes lipídicos
do queijo permite a migração do OE do interior do polímero para a superfície
facilitando sua dispersão no alimento, indicando favorável sua aplicação como
embalagem ativa.
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