Efeito de polimorfismos no receptor do hormônio do crescimento (GHR) e no fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-I) no intervalo parto-concepção e produção de leite de vacas da raça Holandês
Resumo
Os genes do eixo somatotrópico, que atuam na regulação do metabolismo e fisiologia dos mamíferos, apresentam polimorfismos associados a algumas características de interesse econômico, como desempenho reprodutivo e produção de leite. Tais fatores podem ser influenciados por mutações de apenas um nucleotídeo na sequência de bases do gene do receptor do hormônio do crescimento (GHR), que podem alterar a expressão do GHR no tecido hepático. Mudanças no acoplamento do hormônio do crescimento (GH) no tecido hepático alteram a concentração sérica de fator de crescimento semelhante à insulina tipo1 (IGF-I), visto que o IGF-I tem sua produção endócrina principalmente no fígado mediante estimulação do hormônio do crescimento. Diversos trabalhos têm estudado o efeito de polimorfismos no gene que codifica para IGF-I no desempenho reprodutivo e produção de leite de vacas leiteiras de alta produção. Entre outras funções, o IGF-I atua como mediador dos efeitos das gonadotrofinas nas células foliculares, estimulando o crescimento e diferenciação das células da teca e da granulosa foliculares, apresentando também um importante papel no crescimento final e na maturação do folículo dominante. As altas concentrações sanguíneas de IGF-I estão também associadas a um retorno à ciclicidade mais precoce de vacas leiteiras pós-parto de alta produção. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi avaliar a importância de mutações no GHR e IGF-I no desempenho zootécnico, IPC, número de inseminações por prenhez e produção de leite em vacas da raça Holandês. Foram avaliadas 155 vacas da raça Holandês em sistema semi extensivo submetidas à inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e que conceberam até 250 dias em lactação no ano de 2011. Entre os animais analisados, 29% apresentaram o genótipo GHR AluI, (+/+), 57,5% AluI (+/-) e 13,5% AluI (-/-). Já para o IGF-I SnaBI 34,9% apresentaram o genótipo IGF-I SnaBI (+/+), 45,8% SnaBI (+/-) e 19,3% SnaBI (-/-). Não foi observada associação entre os genótipos GHR AluI e IGF-I SnaBI e o intervalo parto-concepção, número de inseminações por prenhez e produção de leite (P>0,05). Da mesma forma, não houve associação entre a interação dos genótipos de GHR AluI e IGF-I SnaBI e o intervalo parto-concepção, número de inseminações por prenhez e produção de leite (P>0,05). Finalmente, novos estudos avaliando uma maior população de animais são necessários para elucidar a importância dos genótipos de GHR AluI e IGF-I SnaBI no intervalo parto-concepção, número de inseminações por prenhez e produção de leite.

