ELISA de captura de antígeno para o diagnóstico de leptospirose

Visualizar/ Abrir
Data
2007-04-27Autor
Vasconcellos, Flávia Aleixo
Metadata
Mostrar registro completoResumo
A leptospirose é uma doença infecciosa causada por espiroquetas do gênero
Leptospira que pode afetar diversos órgãos vitais como pulmões, fígado e rins. A
doença caracteriza-se por uma fase inicial bacterêmica de aproximadamente uma
semana, seguida de uma fase imune na qual anticorpos específicos são detectados
no sangue e leptospiras são eliminadas na urina. Os sinais clínicos da fase inicial da
leptospirose podem ser confundidos com diversas doenças febris, o que torna o
diagnóstico laboratorial extremamente importante para decidir sobre o início do
tratamento com antibióticos. Os testes laboratoriais existentes para o diagnóstico na
fase inicial da doença são todos baseados na detecção de IgM e apresentam baixa
sensibilidade. Assim, há uma necessidade urgente de desenvolvimento de novas
estratégias de diagnóstico precoce da leptospirose. Neste trabalho foram utilizados
anticorpos monoclonais (MAbs) e anticorpo policlonal (IgY) para padronizar três
formatos de ELISA de captura de antígeno para uso na detecção direta de
leptospiras no sangue durante a fase aguda da doença. O limite de detecção de
leptospiras em soro humano experimentalmente contaminado variou entre 10 5 e 10 7
células por mililitro nos diferentes formatos. O formato que apresentou melhor
desempenho detectou 10 5 leptospiras por mililitro de soro, e utilizou como anticorpo
de captura um MAb contra LipL32, a principal proteína de membrana externa de
leptospiras patogênicas, e como anticorpo de detecção IgY biotinilada, produzida
contra um sorovar patogênico de Leptospira interrogans. Embora este formato não
apresente ainda a sensibilidade adequada para detectar o nível de leptospiras
circulantes no sangue na fase inicial da doença, ele possui potencial para ser
aperfeiçoado de forma a atingir aquele nível.