Adubação potássica e tratamento de sementes nas podridões do colmo em milho
Resumo
O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da adubação potássica e do tratamento de sementes na incidência das podridões do colmo em milho, avaliando alguns efeitos fisiológicos e metabólicos. Nos experimentos 1 e 2 foram testadas cincos doses de potássio (0, 40, 80, 120 e 160kg.ha-1), em solos com níveis de 190 e 120ppm de potássio, respectivamente. No experimento 3, foram testadas seis
doses de potássio (0, 65, 97.5, 130, 162.5, 195kg.ha-1), porém com níveis de 40ppm no solo. No experimento 4, foi testada a presença e ausência de potássio, associado
ou não com tratamento de sementes. O delineamento experimental, para todos os experimentos, foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições, parcelas de 21,0m2
(6,0 x 3,50m). Foram utilizados os híbridos: Pionner 30R50, NK Sprint e Agroeste 1560, respectivamente, aos experimentos 1, 2, 3 e 4. Na condução do estudo, as práticas culturais foram realizadas de acordo com as recomendações técnicas para
a cultura do milho. Foi avaliado o rendimento de grãos e a incidência das podridões de colmo (PBCs) em milho, usando metodologia definida por Reis et al. (1998). Determinaram-se também o teor de compostos fenólicos no tecido do colmo do
milho usando metodologia desenvolvida por Deschamps et al. (2002). Com base nos resultados, chegou-se às seguintes conclusões: 1) A aplicação de potássio em solos com baixos teores desse nutriente aumenta a tolerância da podridão da base do colmo em milho; 2) O potássio aumenta a concentração de ácidos fenólicos, proporcionando maior tolerância da podridão da base do colmo em milho; 3) O
tratamento de sementes diminui a incidência da podridão da base do colmo em milho.