O povo em Maquiavel como guardião da liberdade

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Data
2013-04-22Autor
Dal Castel, Karen Elena Costa
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Mostrar registro completoResumo
Esta dissertação trata de analisar as funções do povo em Maquiavel através
dos clássicos O Príncipe e Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.
Para isso, buscou-se conceituar povo na teoria maquiaveliana, tendo por
alicerce alguns teóricos como McCormick, Larivaille, Bignotto, dentre outros.
Também procurou-se aproximar a concepção de liberdade maquiaveliana em
liberdade como não-dominação - conceito recuperado por Philip Pettit. O
objetivo é focar o papel do povo na vida política, tendo por hipótese principal o
mesmo como agente ativo na pólis e guardião da liberdade. Assim, diverge-se
de correntes interpretativas que remontam a Strauss, Mansfield, Sasso,
Chabod, Sfez e Skinner, as quais atribuem ao povo um papel passivo na
política, servindo de instrumento ao príncipe e desejando apenas não ser
oprimido. Este trabalho defende o papel do povo como elemento fundamental
para manter a liberdade. Maquiavel delega essa função nos Discursos,
justificando que o mesmo não deseja se apoderar dela. O povo preserva a
liberdade visto que não quer ser dominado e, ao mesmo tempo, não possui o
desejo dos Grandes de comandar