Infiltração de água ao longo de uma transeção em solos construídos na área de mineração de carvão de Candiota-RS.

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Data
2002-12-13Autor
Guadagnin, Clístenes Antônio
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O conhecimento da capacidade de infiltração de água e sua relação com
atributos físicos é de fundamental importância para avaliar a degradação física
do solo existente nas áreas de mineração e proporcionar alternativas para
minimizar seus efeitos visando recuperar a qualidade do solo e da água. Para a
extração de carvão mineral a céu aberto são removidas espessas camadas de
solo e rochas, o que acarreta uma série de perturbações visuais, fisiográficas e
topográficas. A recomposição dessas áreas, normalmente executada com
máquinas de grande porte, envolve a recolocação das camadas anteriormente
removidas, constituídas de diferentes materiais geológicos, e sobre estes é
colocada uma camada denominada de terra vegetal , constituída do horizonte
superficial do solo proveniente de áreas pré-mineradas. Esta composição é
chamada de solo construído , apresentando normalmente características
muito diferenciadas das do solo original, o que dificulta a revegetação,
favorecendo, conseqüentemente, a sua degradação. Para avaliar a variação da
taxa de infiltração de água foram selecionados dois tipos de solos contruídos
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(SC1 e SC2), respectivamente com 2 e 6 anos de idade de construção, e um
solo natural (SN), localizado próximo aos solos construídos, classificado como
Argissolo Vermelho Eutrófico típico. Este trabalho foi realizado na área de
mineração de carvão de Candiota-RS, pertencente à Companhia Riograndense
de Mineração-CRM. A taxa de infiltração foi avaliada ao longo de uma
transeção de 117 m a cada 3,0 m de distância, durante um período médio de
7,5 h, até leitura constante, utilizando cilindros de PVC com diâmetro interno de
0,1425 m e altura de 0,25 m, introduzido 0,05 m no solo. As leituras foram
realizadas utilizando uma régua graduada afixada no interior do cilindro após
se estabelecer uma carga hidráulica de 0,09 m, mantida aproximadamente
constrante ao longo do tempo. Após análise dos resultados concluiu-se que: (a)
a taxa básica de infiltração de água nos solos construídos é baixa a média e
superior a do solo natural utilizado como referência, que é muito baixa; (b) a
variação da taxa básica de infiltração de água ao longo da transeção nos solos
construídos é muito alta, com valores extremos variando de muito baixo a muito
alto no solo mais recente (SC1) e de baixo a alto no solo mais antigo (SC2);
enquanto que a do solo natural é menor e mais homogênea; (c) a baixa
macroporosidade não permitiu estabelecer uma relação direta entre sua
magnitude e a taxa de infiltração; (d) os parâmetros de variabilidade espacial
da taxa de infiltração de água indicam uma fraca dependência espacial, com
uma tendência dos solos construídos mostrarem uma flutuação periódica da
semivariância ao longo da transeção.