Ecofisiologia do crescimento inicial e metabolismo da cevada sob restrição hídrica, altas temperaturas e tratamento de sementes
Resumo
O objetivo do presente estudo foi de avaliar os efeitos causados pelo ambiente hídrico e térmico desfavorável em associação ao tratamento de sementes e sua influência no desempenho fisiológico de sementes, na ecofisiologia do crescimento e no metabolismo da plântula. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em um esquema fatorial 5x6x2 (5 cultivares, 6 tratamentos de semente e 2 condições hídricas). As sementes para germinar e se desenvolverem dos diferentes foram dispostas em B.O.D às temperaturas de 20°C e 30°C e sob duas condições hídricas, sendo capacidade de retenção do substrato e restrição hídrica. As cultivares Danielle, BRS Korbel e BRS Brau apresentaram mais sensibilidade a restrição hídrica, uma vez que a germinação e crescimento inicial destas foram inferiores, além de que a atividade enzimática, bem como o teor dos metabólitos, também apresentaram valores reduzidos para estas cultivares. A cultivar BRS Quaranta apresentou maior tolerância para a imposição da restrição hídrica, obtendo maiores valores, em comparação com as demais cultivares, para as variáveis de germinação e para as de crescimento inicial. A atividade enzimática e o teor dos metabólitos também foram superiores para a cultivar BRS Quaranta. A cultivar BRS Korbel apresentou maior tolerância quando submetida ao estresse térmico e a restrição hídrica simultaneamente ao estresse térmico, obtendo maiores valores para as variáveis de germinação e crescimento inicial, maior atividade enzimática e maiores teores de metabólitos. A maioria dos produtos utilizados na realização do tratamento de sementes não causaram efeitos negativos na cevada, independentemente do estresse a qual a cultura foi exposta. A condição de restrição hídrica diminuiu as variáveis de germinação e de crescimento inicial, e aumentou o a atividade enzimática e o teor de metabólicos.