Escrita Nanã

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Data
2024-03-13Autor
Mohammed, Francine Furtado Vieira
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Este trabalho investiga a escrita de pesquisa, como experiência, articulando os conceitos de Walter Benjamin(experiência) e de Marília Amorim (escrita
de pesquisa), problematizando a escrita da pesquisa como um espaço de reflexibilidade e alteridade em direção a Outra da investigadora. Este trabalho se verifica através da interlocução entre a obra de Camille Claudel e a literatura de
Clarice Lispector tendo a Educação, como cenário principal, o teatro como experiência de fundo, e a arte, especificamente, a literatura, a escultura e a música,
como aliadas perspectivas. Parto das reflexões iniciadas através da minha participação como atriz no espetáculo teatral “Uma carta para Camille”, criada e dirigida pelo ator e diretor Hélcio Fernandes Júnior. Sustento a tese de que é por
entre as mãos, o barro e o corpo que a escrita de pesquisa, pelo teatro, se faz
como Escrita Nanã, e por uma pedagogia, que abdicando do nome, se mostra
pela obra e pela vida, como Onda, ou como Sopro de Vida. A problematização se
estabelece em busca da quarta dimensão a linguagem. Pela metodologia articulo
as contribuições principais da etnografia surrealista (James Clifford), através da
alargamento desta proposto pelo grupo de pesquisa(GIPNALS), ou seja, entre a
perspectiva benjaminiana e de alguns de seus principais comentadores, como Michael Löwy, Jean-Marie Gagnebin, Olgária Matos, com outros trabalhos que se
dedicam a pensar a descolonização pelo campo educacional tendo a macumbaria
como perspectiva, tais como Luiz Antônio Simas e Luiz Rufino e com autoras,
mulheres, que auxiliam na defesa do que neste trabalho acatamos como uma escrita de um feminino de ninguém, entre estas autoras, Simone de Beauvoir, Grada
kilomba, bell Hooks, Carla Akotirene, Lucia Castelo Branco, entre outras. Esta
articulação metodológica resulta no que propomos, a partir do trabalho de Denise Bussoletti, como sendo a surrealização da escrita de pesquisa, um sentido
poético e político, aos desafios educativos. A composição textual é construída
através do cronotopos cênico teatral e de metáforas, como atos, cenários, cenas,
como recurso. Também são elementos metodológicos centrais, a montagem através dos fragmentos, do exercício da arte de citar sem aspas e das imagens, denominadas como impressão e não como ilustração e da noção de amarração (RUFINO, 2004). O corpo do trabalho é proposto em duas partes, uma parte escrita
Parte 1- Ato - Escrita e Parte 2- Escrita Ato, cuja experiência teatral realizada durante a defesa do trabalho foi convertida em um vídeo experimental e faz parte
da composição final deste trabalho.
