Achados radiográficos em articulação coxofemoral e de cotovelo em cães assintomáticos da raça Australian Cattle Dog
Abstract
A Displasia Coxofemoral (DCF) é dada pela anormalidade do desenvolvimento entre
a cabeça do fêmur e a fossa acetabular. O exame radiográfico é o diagnóstico
definitivo para a DCF, pois nela avalia-se os sinais osteoartróticos e de frouxidão
articular. Para classificação e controle da DCF é estabelecido como método
avaliativo pela Federação Cinológica Internacional (FCI) a realização do Ângulo de
Norberg (AN) associada a avaliação de sinais osteoartróticos, na qual classifica a
afecção em graus, sendo eles de A a E ou HD- a HD+++. Além do AN, há outras
avaliações articulares e ósseas, dentre eles o ângulo de inclinação femoral que
mensura o ângulo formado entre a cabeça e o colo do fêmur e o índice cortical, que
avalia a espessura cortical, que é associada a rigidez óssea, na qual estabelece a
relação entre o diâmetro da região medular e de sua cortical. A displasia de cotovelo
(DC) é um desenvolvimento anormal da articulação úmerorádioulnar. Com isso, o
objetivo deste trabalho foi estabelecer os parâmetros radiográficos para a Displasia
Coxofemoral e displasia de Cotovelo em cães da raça Australian Cattle Dog (ACD),
assim como avaliar a frequência de DFC nesta raça. Avaliou-se durante este
trabalho, 32 cães ACD, das quais 18 fêmeas e 14 machos, sendo realizado
anestesia geral para realização de radiografias ventrodorsais de articulação
coxofemoral e mediolateral, médiolateral flexionada e craniocaudal de articulação
umeroradioulnar. As imagens radiográficas foram avaliadas por três avaliadores. A
frequência obtida de cães com DCF foi de 56,25%, com classificação C e D, não
observando nenhum cão com avaliação E, sendo importante ressaltar que nenhum
paciente apresentava sinais clínicos, e machos foram os mais prevalentes. Foi
realizado também os índices de cortical e de inclinação femoral que não obtiveram
significância estatística para avaliação de displasia coxofemoral. Já para displasia de
cotovelo, foi observado a frequência de 25% dos pacientes, com o principal sinal
observado de incongruência articular, também, nenhum paciente apresentava sinais
clínicos que sugerem a patologia.