Detecção de adenovírus em aves silvestres oriundas de apreensão na região sul do Brasil
Fecha
2023-07-31Autor
Guardado Martinez, Carlos Alexis
Metadatos
Mostrar el registro completo del ítemResumen
Os adenovírus pertencem à família Adenoviridae e são vírus DNA de fita dupla não
envelopados. Os adenovírus aviários são mais virulentos em espécies não adaptadas
ao vírus, porém, muitas aves infectadas podem ser assintomáticas e esses agentes
virais se tornam fatores de complicação para a ocorrência de diferentes doenças. Os
adenovírus já foram detectados tanto em aves domésticas, causando grandes
prejuízos para a indústria avícola, como também em aves silvestres. Foram coletados
204 suabes clocais de aves oriundas de apreensão no Núcleo de Reabilitação da
Fauna Silvestre (NURFS-CETAS) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Essas
amostras foram submetidas ao diagnóstico molecular para adenovírus aviário por
PCR. O Diagnóstico molecular demonstrou uma taxa de prevalência geral de 33,9%
(70/204) de positividade, sendo detectado nas espécies Chauna torquata,
Heterospizias meridionalis, Rupornis magnirostris, Cariama cristata, Zenaida
auriculata, Fulica armillata, Gallinula melanops, Pardirallus sanguinolentus, Pardirallus
maculatus, Sicalis flaveola, Cardelius cardelius, Coereba flaveola, Cyanoloxia brisonii,
Furnarius figulis, Paroaria coronata, Passer domesticus, Pitangus sulphuratus,
Poospiza nigrorufa, Saltarricula multicolor, Saltator similis, Sporophila caerulescens,
Turdus amaurochalinus, Ardea cocoi, Tigrisoma lineatum, Ramphantos toco,
Myiopsitta monachus, Asio clamator, Tyto furcata. As ordens com maiores taxas de
detecção foram as Passeriformes com 67% (47/70) seguidas de Griformes 8,5%
(6/70) e Strigiformes 7,1% (5/70). Esses resultados fornecem os primeiros dados
quantitativos para a presença de cepas de adenovírus aviário em aves na região Sul
do Brasil, demonstrando a circulação deste vírus em muitas espécies e ordens de
aves silvestres.