Variabilidade Espacial da Produtividade e da Qualidade Fisiológica de Sementes de Soja com Diferentes Densidades de Semeadura

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Data
2017-02-22Autor
Suárez Castellanos, César Iván
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Os campos de produção de sementes apresentam variabilidade espacial e temporal das características físico-químicas do solo, o que resulta na variabilidade espacial da qualidade fisiológica das sementes produzidas. Uma possível solução para evitar a variabilidade espacial é o uso de diferentes populações de plantas dentro do mesmo campo de produção, fazendo com que a oferta ambiental seja mais adequada para todas as plantas dentro da lavoura. Assim objetivou-se no presente trabalho caracterizar a variabilidade espacial dos atributos do solo, da qualidade fisiológica e da produtividade de sementes de soja, em um campo de produção comercial de 32,8 ha, visando ao estabelecimento de zonas de manejo agronômico para avaliar a qualidade e produtividade de sementes de soja produzidas sob diferentes populações de plantas distribuídas espacialmente dento das zonas de manejo. Para isso foi realizado um experimento em duas safras, amostrando plantas de soja no final de cada do ciclo de cultivo. Foi realizada análise de solo e determinadas as características agronômicas das plantas, a produtividade e a qualidade fisiológica das sementes produzidas. Concluiu-se que a produtividade de sementes apresenta uma dependência espacial forte, enquanto que a germinação apresenta uma dependência espacial moderada. Existe variabilidade espacial do conteúdo de fósforo, matéria orgânica, capacidade de troca de cátions e conteúdo de areia e argila. Existe variabilidade espacial da produtividade e da germinação. A produtividade e qualidade fisiológica das sementes de soja produzidas atingem patamares similares independente das zonas de manejo. A densidade de semeadura influencia os componentes de rendimento das plantas de soja, no entanto a produtividade não é afetada. A variabilidade espacial observada da qualidade fisiológica das sementes é influenciada maiormente pela chuva e umidade relativa registrada no campo e não pelas zonas de manejo ou densidades de semeadura.
