Potencialidade do uso de Cinza de Casca de Arroz em Blocos de Concreto de Alvenaria Estrutural: Segundo NBR 6136.
Resumen
A agroindústria gera, anualmente, uma quantidade significativa de produtos de
consumo alimentício. Dentre as maiores colheitas de cereais destacam-se o arroz, o
trigo, a soja e o milho. Durante o processamento e industrialização, são gerados
resíduos, que no caso do arroz é sua casca. Segundo o IBGE, o Rio Grande do Sul
é o maior produtor de arroz, com 67,8% da produção nacional. A casca de arroz, de
acordo com a NBR 10004 (ABNT, 2004), é um resíduo de classe II.a, ou seja, não
inerte e não perigoso à saúde humana e ao meio ambiente. No entanto, quando é
incinerada em ambiente fechado (p.ex. caldeiras e fornos), resultam em cinzas
altamente poluentes, liberando gases prejudiciais que contribuem para o
aquecimento global. Buscando contribuir com a utilização deste resíduo, cinza de
casca de arroz (CCA), este trabalho teve como objetivo avaliar a potencialidade do
seu uso, em parcial substituição do aglomerante, em blocos de concreto. Os
requisitos avaliados, especificados pela NBR 6136 (ABNT, 2014), foram: resistência
à compressão simples, absorção de água e análise dimensional. Os ensaios foram
realizados de acordo com a NBR 12118 (ABNT, 2014) e o programa experimental foi
dividido em duas etapas: 1. produção dos blocos com os Cimentos Portland (CP)
CPII (Cimento Portland composto), CPIV (Cimento Portland pozolânico) e CPVARI
(Cimento Portland de alta resistência inicial), para três famílias de traços (1:6, 1:8 e
1:10 – cimento:agregado); 2. produção dos blocos com dois tipos de cimentos (CPIV
e CPVARI) e três teores de substituição dos mesmos por CCA: 0, sem substituição
(referência) 5%; 10% e 15%. Os resultados demonstraram que a proporção de 15%
reduz em muito a resistência à compressão, não sendo indicado seu uso com
função estrutural. Os teores de 5 e 10% apresentaram valores inferiores ao
referência, entretanto, o CPVARI ainda manteve a função estrutural dos blocos. No
resultados da absorção, o CPVARI teve melhor comportamento. A segunda etapa da
pesquisa demonstrou que o aumento da quantidade de cinza de casca de arroz
proporcionou aumento da absorção e diminuição da resistência à compressão,
independentemente do tipo de cimento. Entretanto, os resultados encontrados
indicaram que a substituição parcial de diferentes aglomerantes por CCA resultou
em um material que atende as exigências das normas brasileiras, e que proporciona
um uso com um viés sustentável a um resíduo.
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